EU SABIA!! Eu sentia cá dentro que este era o ano do DiCaprio! Mas depois também pensava "bem, eu já senti cá dentro em anos anteriores e nada, por isso mais vale baixar um bocadinho as expectativas".

MAS NÃO ERA PRECISO! Porque o homem ganhou! Finalmente, o homem ganhou. Depois de anos de evolução atroz e filmes de topo que nem pareciam feitos em Hollywood. A internet inteira uniu-se em wishful thinking e 6 nomeações e 23 anos depois, POR FIM, em 2016, Leonardo DiCaprio ganhou um Óscar. É um dia histórico, não só para o Leo que venceu a teimosia irracional da academia mas também para mim, por razões que escolho não esmiuçar para já mas que, adianto, nada têm a ver com os Óscares.

Parabéns ao DiCaprio. Parabéns a mim. 






May the odds be ever in your favor.
Catarina Vilas Boas


Vou-me embora. É triste ver o Porto assim.

Catarina Vilas Boas


Mas não deste ano. Do ano passado!! Vejam aqui mais ou menos o que foi a minha noite com o Legendary Tigerman. 

Hoje joga o melhor e eu vou ao Dragão. Se alguém me vir na televisão que avise. Mas só se eu estiver "xira" (lol).

#oportoéumanação
Catarina Vilas Boas
Acho que vou começar a procurar marido na biblioteca. Mas não é em qualquer ala, é nas estantes de Direito e Medicina. Ou nas de Biologia e Química. Línguas esquece, cancela. Para desempregada já basto eu e se uma gaja já está a pensar em encontrar marido é porque quer vida boa e tá por tudo.

Há muito moço bonito na biblioteca. Aqui há uns tempos deixaram-me um bilhetinho com um número de telemóvel no cacifo, mas aposto que esse não era giro. Ou se era, era parolo porque ninguém em condições faz uma coisa dessas. Mas depois uma gaja também começa a pensar: e se ele era mesmo giro e inteligente e tudo o mais e eu deixei escapar o homem da minha vida? Devia ter ligado!

Comecei a escrever esta lengalenga porque vi um gajo muito giro e ele entretanto sentou-se ao pé de mim. Se isto não fosse uma biblioteca uma gaja ainda metia conversa. Ou então não! Já ninguém sabe bater coros cara a cara sem estar bêbedo. Sóbrio só no Facebook. É a maldição das redes sociais. Eu pessoalmente nunca tive jeito para essas coisas, mas quem tem deve ficar muito chateado. Antigamente é que era!! Enganar meninas e desviar moças era uma verdadeira arte. Só paiadores de qualidade conseguiam. Agora não! Se alguém começar a meter conversa assim do nada desperta desconfianças em vez de paixões. São precisos uns likes numas fotos para aquecer o ambiente e depois um "Oi nice profile pic" no chat. A partir daí é uma questão de vontades.

E pronto,  entretanto o giro foi-se embora. A vida às vezes é mesmo triste!! Ou não! Porque a verdade é que uma gaja não quer marido, nem sequer namorado! Uma gaja quer um brinquedo para passar o tempo e depois da novidade quer outro que o último já não fascina  (ou não presta, ou está estragado). E assim faz a vida em modo repeat, com o pai preocupado a perguntar de vez em quando "o que é que é isso no teu pescoço?". Coitado! Tá morto que eu assente a ver se lhe dou um bocado de descanso. Mas não há jeito maneira!

As pessoas dizem-me que um dia isso vai mudar. Que "ahh quando encontrares aquela pessoa", "quando for vai ser a doer". Eu lá lhes abano a cabeça como quem finge que concorda mas cá pra mim que ninguém me ouve penso que não. Não me interessa. Não me faz falta. Não me imagino a.

A título da verdade devo dizer que aqui há uns tempos achei que estava apaixonadita. Mas dois dias depois já me tinha passado! E ainda bem porque ele é basicamente igual a mim e ia ser um problema dos diabos. 

Acho que nem todas as pessoas nasceram para isso. Para levarem uma vida a dois! Eu ouço-as a dizer que lhes faz falta o carinho e o companheirismo e não me identifico. Eu tenho tudo isso e muito mais dos meus amigos. E tenho algo que nunca terei numa vida a dois: liberdade. Pura, dura, total!

Catarina Vilas Boas

Os outros são 1h da manhã e já desligam a música ambience mesmo a expulsar o povo. Já para não falar do carioca de limão que é coisa para custar quase uns 2 euritos. Nem Super Bock! Nem shots de tequila! Nem tremoços! Nem rebuçadinhos de mentol, café e caramelo! Nem chocolatinhos! Nem canudos extra no cappuccino! Nem "oh meu amor, quando puderes traz-me o jornal"! Nem sala encostada ao balcão!

Já não me dou em mais lado nenhum! "Daqui a um mês deve estar pronto", diz ele. A amargura...

Catarina Vilas Boas
Que se até para mim, que os escrevi, são seca, que dirá para os outros!!

Catarina Vilas Boas
Tenho para mim que era lampião.


Jonas pistolas encravadas. AHAHAHAHAHAHAH!
Catarina Vilas Boas

Há pessoas que entram na nossa vida e que nos ganham imediatamente o afecto, sem nós sabermos porquê. Comigo aconteceu uma vez e eu nunca consegui explicar muito bem como é que foi possível, sendo eu uma pessoa extremamente desconfiada, ter-me tornado próxima de alguém assim tão facilmente.

Não estou a falar de amor! Acho que amar também é ganhar rapidamente afecto pela pessoa mas o amor explica-se. Bukowsky resumiu-o, e muito bem, a uma forma de preconceito. Nós amamos aquilo que precisamos, aquilo que nos faz sentir bem, aquilo que nos é conveniente. Para mim, Bukowsky era um génio...

Mas como é que se explica o porquê de determinada pessoa nos ser magnética ainda que não romanticamente? Como se explica o porquê de partilhamos coisas que nunca partilhámos com ninguém (nem sequer com os amigos mais chegados, de anos a fio) com alguém recente, sem dar por isso, sem que tal seja um suplício, uma tortura, um desafio? Como se explica o porquê de, independentemente de estarmos a fazer algo que não nos é natural, não o podermos considerar uma saída da nossa zona de conforto porque, na verdade, nos sentimos confortáveis ao fazê-lo?

Com essas pessoas de imediato afecto sentimo-nos sempre confortáveis, seja em que situação for, mas principalmente a sós, quando ninguém está a ver. O silêncio é confortável. As conversas desenrolam-se sem nós como um novelo colina abaixo. Os sorrisos são sempre puros e verdadeiros. É fácil olhar-lhes nos olhos durante minutos a fio, sem medo.

Mais uma vez recorro a Bukowsky para tentar explicar o porquê, até porque não me lembrava mais dessa ligação instantânea nem sequer me preocupava mais com as suas razões até ter lido o seguinte:


Nunca foi romântico. Mas era um ele. E quando é assim até nós começamos a duvidar da inocência do nosso afecto. Afinal de contas, a carne é fraca... Mas com estas palavras tudo fica mais claro, porque a definição de "free soul" não lhe podia encaixar melhor. E nem é porque me sentia bem ao pé dele. Mas sim porque ele sabe ser pessoa sem amarras, com total desrespeito pelas normas, pelo senso comum, pela etiqueta verbal. É como se a sua boca estivesse directamente ligada ao coração. Fala e diz tudo com a audácia de uma criança. Não entra em jogos. As coisas são como são e ele assume-as muito facilmente como tal sem se importar com quem ganha ou perde. E isso é refrescante nos dias de hoje em que toda gente quer superar toda a gente, até nas coisas mais simples que deviam ser aproveitadas como só isso.

Foi, sem dúvida, refrescante para mim, que vejo a vida como uma competição, perceber que existem pessoas neste mundo para quem os meus tratos e a minha postura à retaguarda chegam a ser parvos de tão desnecessários. Ele, para além de ser dos poucos a perceber isso, tinha também coragem para me ignorar descaradamente de volta. Uma atitude a que eu estou pouco habituada.

Infelizmente, quis a vida que eu e ele deixássemos de partilhar mais do que o ar que todo o mundo respira. Agora que olho para trás talvez não tenha sida a vida mas eu... Independentemente disso, continuo a nutrir-lhe um carinho inabalável e a ter a certeza de que, passe a água que passar pelo moinho, eu vou ser sempre um ombro amigo. E nem é por opção!

Talvez seja porque uma "free soul" é rara e entendo ser meu dever, depois de ter tido a sorte de a encontrar, preservá-la acima de toda a mesquinhez humana. Ou talvez, simplesmente, porque é mesmo assim e nunca ninguém há-de perceber realmente porquê. Nem eu.

Catarina Vilas Boas


Ela veste o 44 e vai embelezar as páginas da Sports Illustrated com aquilo que, ao que tudo indica, será um biquíni dourado. Palmas para a Sports Illustrated que na sua edição de verão dedicada aos fatos de banho escolheu modelos plus size e com mais de 50 anos. A beleza, meus amigos, é e será sempre subjectiva. Existe nas rugas, nos cabelos brancos, nas marcas, na celulite, nas estrias, na gordura localizada, nas cicatrizes, nas curvas, nos corpos de gente que vive dentro de alguém porque a beleza residirá sempre nos olhos de quem a vê.


Vá, isto também não seria um post à moda do Catarinalismo se não tivesse um laivo de realismo a cru. Pah, há gajos e gajas feias. Há-os! Eu, por exemplo, não sou propriamente a mulher mais bonita do mundo mas quando era pequena deus ma libre! A minha mãe diz que eu era linda.... Mas o que é que a minha mãe sabe?! Para ela eu também estou magrinha demais e isso não é uma verdade nem agora nem naquela altura em que gordura era formosura e sinal de riqueza! Aliás, ser endomorfo e magro hoje em dia é que é sinal de riqueza porque os produtos saudáveis estão todos pela hora da morte. O óleo de coco em promoção chega aos 7 eurinhos fácil! E uma gaja pensa "foda-se, vou masé fritar esta merda ao sol que é caloria 0 e de graça".

Mas enquanto para a gordura há remédio - gym e healty life style - para a feiura não. E isso é triste. Mas ao mesmo tempo é bom. Foi Bukowsky quem escreveu, em Tales of Ordinary Madness, que "A beleza é nada, a beleza não dura. Não sabes como és sortudo por seres tão feio, porque se as pessoas gostarem de ti, sabes que é por algo mais". E é verdade! Bukowsky é grande. Sempre foi e sempre será. 

Tá pra quem pode e não pra quem quer! 

Catarina Vilas Boas
Está a chegar o Dia dos Namorados. 

Lembro-me do do ano passado como se fosse hoje. Fui ver o Legendary Tigerman com um moço cujo nome para aqui não importa, em trabalho. Na altura mal o conhecia e aquela foi a primeira vez que fomos trabalhar juntos. Eu de jornalista e ele de fotógrafo. E lá estávamos nós, abençoados pelo S. Valentim, na sala de espectáculos, rodeados de casalinhos. Se fôssemos de ceder às pressões sociais tínhamo-nos apaixonado ali naquele momento. Mas como não éramos (nem somos) disso, passámos o espectáculo atentos ao Lendário Homem Tigre. 

Aposto que fomos dos poucos que repararam que o homem quase dava com os dentes nas tábuas do palco ao tropeçar nos fios da bateria. E no baterista, que no final de uma música em que deu tudoooooo amarrou na garrafa de água e na t-shirt que tinha despido, e passou-se a andar. Ficando o Tigerman a rir-se como um perdido em frente ao micro.

Eu não digo que eles estivessem sob o efeito de substâncias psicotrópicas. Parecia... Mas não, com certeza. Acho que há pessoas assim felizes nesta vida...

Lembro-me também, de nesse Valentim, ter chegado com incredulidade à conclusão de que os casais de namoraditos estão a ficar muito culturais. A sala estava a abarrotar! E isso é bom e bonito de se ver. De facto, é algo que mudou muito ao longo dos anos. Dantes os namoraditos ofereciam chocolates ou prendas. Agora não! Estão mais maduros. Decidem gastar o dinheiro num programa a dois. Vão jantar fora ou dar uma escapadela durante o fim-de-semana, senão lá fora, cá dentro. É um sinal dos tempos! Ou das carteiras. Não sei. Que é que uma gaja percebe do 14 de Fevereiro, afinal?! Não namorava na altura dos chocolates e não namoro na altura dos jantares e das escapadelas... 

Este ano vou passar o S. Valentim sozinha. Isso não me entristece. Como parece entristecer uma parte significativa dos mortais... O que me entristece é saber que amanhã o meu Porto vai ao galinheiro e muito embora eu morra acreditando (pelo Porto sempre, pelo Porto tudo), tendo em conta as últimas prestações (uma gaja ama mas não é cega) e o árbitro escolhido a dedo para apitar a partida, não se agoira nada de bom.

Adivinhem quem é que não vai ao facebook durante o fim-de-semana inteiro?! Adivinhem lá! E não, não é por causa dos namorados. Para esses tudo de bom! Para os mouros é que não. E eu tenho dois ou três na lista de amigos que só à bastonada no meio da testa. Uma gaja bem os oculta do feed e dá o unfollow mas aquilo ali é sarna que não desencarna e volta e meia lá me aparecem outra vez a meio do scroll. Ou pior: nas notificações.

Mas podia ser ainda pior. Podiam ser meus amigos a sério e aparecerem-me lá em casa. Credo!

Catarina Vilas Boas
... que são maus mas que uma gaja lê com carinho e sorri porque reconhece neles a inocência e jovialidade de outros tempos.

Esses também valeram a pena.

Catarina Vilas Boas
...que uma gaja lê e pensa: Foda-se! Tão bom.

São esses que fazem valer a pena.

Catarina Vilas Boas
Diz que hoje é o dia do crepe. É também o último dia de saldos, pelo menos na maior parte das lojas. É certo que a grande parte das peças que estão à venda neste momento são vulgos monos mas as mais persistentes ainda podem encontrar qualquer coisinha de jeito. É uma questão de procurar bem. Quem tem tempo para isso, deve aproveitar.

Eu estou para aqui a ler todos os artigos escritos na minha última incursão ao mundo do jornalismo. São muitos. 1055 para ser mais exacta. E a maior parte é de bradar aos céus... É incrível perceber como a nossa qualidade está directamente relacionada com o nível de motivação em que nos encontramos. Até mete dó!! Mas alguns hão-de aproveitar-se para o portfólio porque, afinal de contas, nem todos os dias foram mares de rosas nem todos os dias foram mares de espinhos.

Apetecia-me escrever aqui muito sobre o facto de quererem passar a classificar os filmes ou séries em que o povo aparece a fumar como para maiores de 18. Mas não. Vou apenas citar este excerto de um artigo publicado pelo DN (e escrito pela LUSA, claro está):

"De acordo com os Centros de Prevenção e Controlo de Doenças nos Estados Unidos, seis milhões de adolescentes começaram a fumar em 2014 depois de terem sido expostos a cenas onde aparecem fumadores e, desses, dois milhões poderão morrer de doenças relacionadas com o consumo de tabaco. Em 2014, nos Estados Unidos, 36% dos filmes classificados "para todos os públicos" tinham cenas com fumadores."

O DRAMA! A TRAGÉDIA! O HORROR!!
A culpa é do James Dean que sempre que sacava do cigarro fazia com que elas sacassem da cueca. 

Estudos da treta!! Eu, antigamente, via muitos filmes e muitas séries e fumava. Agora continuo a ver muitos filmes e muitas séries e não fumo. Quem quer fumar fuma e quem não quer não fuma. 

Já começo a ficar um bocadinho farta desta manufacturação de bodes expiatórios para retirar culpas a quem realmente as tem. Uma gaja vai-se rindo.

Uma gaja vai-se rindo que para chorar já basta o futebol.

Catarina Vilas Boas  
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