Mais uma vez, comprar uma raspadinha à minha mãe provou ser algo extremamente produtivo para este blogue. Ali para os lados de Maio descobri, no mesmo quiosque, os maluquinhos das raspadinhas. Hoje encontrei uma família semi maluquinha pela Tina.

Vamos por partes. A Tina é a Cristina Ferreira, aquela que apresenta o programa com o Goucha, mais o da dança e outros que tais, que também é directora de conteúdos não informativos da TVI e tem uma revista de seu nome que despe mais povo por capa do que a Playboy. Aliás! A última a despir-se para a Tina foi a Rita Pereira que, desta vez (e ao contrário do que aconteceu na capa da Playboy onde posou de soutien e cueca de gola alta), estava mesmo nua. E ainda por cima falou do Angélico! Ah Tina é por causa desse olho para o negócio que tu podes passar férias na Grécia a 700 euros por noite!

A Cristina não é, de facto, burrinha. Ninguém dava dois tostões por ela - quando ela só balia com os dentes todos no "Você na TV" - e ó para ela agora a sambar na cara das inimigas.

A revista, em particular, tem cativado o público português de uma maneira notável. E o incrível do feito da Tina é que ela consegue chegar a vários tipos de pessoas - desde a senhora que gosta de a ver de manhã, à jovem que lê sobre ela nas revistas de moda. A Tina não agrada a todos, mas agrada a muitos. E tem sabido cativar os consumidores com produções ousadas e questões que despertam o lado mais curioso de qualquer português que se preze. Porque é preciso conhecer o público, é preciso marketing. E a Cris sabe disso. E, atenção, eu não gosto da Tina. Não gosto nem desgosto! Mas isso não me impede de lhe reconhecer o valor de ter singrado desta forma, com aquilo que me parece exigir muito trabalho e dedicação.

As revistas da Tina fazem correr rios na imprensa cor-de-rosa, nos sites, nas redes sociais. As pessoas compram de facto aquilo e algumas fazem-no religiosamente, uma vez por mês.

Mas e as pessoas que estão fora? E as emigrantes portuguesas por esse mundo afora? Podem comprar a revista da Tina? Será que lá é mais caro? Eu não sei, mas hoje assisti a uma discussão bilingue sobre a compra ou não compra dos artigos. E digo artigos porque aquilo não era só uma revista. Não! Era um pack de revistas que, ainda por cima, oferecia uma amostra do perfume "MEU", o perfume da Tina (sim, a Tina também tem um perfume, esta mulher estava bem era em Hollywood).

E o rapaz lá dizia ao pai que era para a "mama" (ler em francês) e, pelo que eu percebi, saía mais barato assim - ao molho. Mas o pai não deve ter gostado do preço e grunhiu algo que eu deduzo que fosse "Para quê?" com aquele tom de "nem que te fodas vais levar essa merda" (eu sei porque o meu pai também o utiliza muitas vezes e uma gaja aprende a distingui-lo em qualquer idioma).

O rapaz explicou e insistiu mas o pai, que só queria carregar o telemóvel e não queria gastar o mesmo dinheiro - 10 euros, para ser mais precisa - naquele pacote de quatro Cristinas, não se deixou convencer.

O rapaz foi dizer à mãe. Mas não a deve ter encontrado porque quem voltou com ele ao quiosque foi a irmã. Ele lá explicou à rapariga o porquê de ser melhor comprar as revistas (porque tá mais barato e a "mamma" quer) e ela, muito de mansinho, foi falar com o pai.

Agora não sei se aquele pai comprou mesmo as revistas ou não, porque me vim embora antes. E olhem que eu fui a terceira a ser atendida depois dele!! Mas, se fosse a apostar assim no escuro, dizia que não comprou. Que foi para casa sem as Tinas. Que o filho disse à mãe que o pai não quis comprar e que a mulher fodeu tanto a cabeça ao homem que ele acabou por voltar ao quiosque para resgatar um pack e a sanidade. Ou seja, no fundo gastou mais porque teve de pagar as revistas na mesma, mais o combustível da viagem de volta! 

Os homens são tão burros!

Catarina Vilas Boas
De há uns meses para cá entrei na minha era dourada. 

E quero deixar aqui registado para, daqui a uns anos, quando for velhinha e a minha era dourada tiver terminado há muito, ler isto e lembrar-me, por entre um sorriso esburacado, de todo o ouro que me passou pelas mãos e que eu usei e/ou atirei à rua para que fizesse a alegria de pessoas mais necessitadas.

Toda eu uma gaja que não se amarra a bens materiais! 



Ohh se anda!!
Catarina Vilas Boas 

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Cheguei àquela fase da minha vida em que serem do PS ou do PSD é ainda pior do que serem do Benfica.

Catarina Vilas Boas
Aquelas declarações de amor que os apaixonados grafitam nos sinais de trânsito ou nos muros são um bocado como as tatuagens de nomes de namorados(as) ou esposas ou maridos. Se um dia a coisa acaba as pessoas a quem essas declarações são dirigidas vão ter que olhar a vida toda para um "Mu ama Tu" e um "Adoro-te princexa", sempre que passarem pela estrada ou rua em que aquilo está escrevinhado. Não deve ser fácil. Especialmente se tiver sido o autor ou autora da "obra de arte" a dar com os pés à receptora (ou ao receptor). Até porque, acredito, essas declarações de amor devem ser feitas num caminho usual do destinatário (ou da destinatária). 

Eu, se tivesse que ver uma coisa dessas sempre que conduzisse para casa ou para o trabalho, mais depressa me espetava contra o sinal, que ao menos fodia o pára-choques mas salvava a alma. Ou isso ou amarrava num balde de tinta vermelha e despejava-o inteiro em cima daquela merda. Tudo menos mamar com aquilo na base diária.

Mas isso sou eu. Que tenho pouca paciência para os cabrões desta vida. Se calhar há quem goste.

Devaneios.


Estavam com saudadinhas, não estavam? Claro.
Catarina Vilas Boas
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