Acho que sou mais uma gaja de vermelhos.


Catarina Vilas Boas 


E vou começar a juntar dinheiro para comprar um saco de boxe. Acho que vai fazer milagres por mim.

Catarina Vilas Boas 
Podem ser os mais gatos, os mais sexy, os mais sarados (que também não são muito a minha praia, sinceramente)... Não adianta! Gajos de cabelo comprido não são pra mim. Para cabelo a mais e que atrapalha já chega o meu. 

Catarina Vilas Boas
Estou morta! Quinta-feira tenho uma reunião com a minha orientadora (com quem não estava ou comunicava desde fevereiro) e tenho escrito como uma desalmada para ter alguma coisa que lhe mostrar. Com a Gazeta à mistura posso dizer que, nos últimos dias, não faço mais nada a não ser escrever. Para além de me doerem as costas de estar tanto tempo sentada e das massagens tortuosas que as fisioterapeutas me fazem a ver se a coluna me vai ao sítio, tou aqui tou a ganhar bolhas nos dedos. Para piorar a situação tenho uns livros da FLUP requisitados desde fevereiro cujo atraso na entrega me vai deixar com uma multa de valor desconhecido. Pesquisei em vão, pois não encontro valores em lado nenhum, espero que aquilo tenha algum tipo de teto ou estou f*dida. Não está fácil "ser indomável". Nem barato!

Vou tentar entregar a minha tese na época especial que termina em setembro, mais concretamente no dia 30. Uma vez que andei a "coçá-los" durante todo o ano letivo, o mais certo (e acertado) é andar neste ritmo durante este e os próximos dois meses. Nada de séries, nada de filmes, nada de noite. Um cafézinho ocasional será um luxo. Vou entrar de férias daqui a uma semana a estava a contar de deixar o pc em casa, na loucura. Já não vou deixar porque, ao fim da praia, vou escrever. E ler. E escrever. E anotar referências bibliográficas e citações e - a pior parte - analisar uma quantidade abismal de artigos do Expresso durante o Marcelismo, base do tema central que é a minha tese de mestrado.

Ninguém me manda procrastinar, é verdade. Assim como é verdade que no dia 30 de setembro vou apanhar uma tamanha carraspana de tequila, vodka e super bock que só apareço em casa a meio da tarde do dia 1. 

Agora vou dormir, que amanhã é outro dia e eu ainda tenho que preparar a roupa e a marmita. Toda eu fitgirl. Hoje foi dia de abdominais, amanhã nem tossir posso. Até me dói a alma.



Catarina Vilas Boas
Sou eu a única a achar que a Strada ia simples de mais?! Não é por mal, mas já vi batas de enfermeiros mais elaboradas do que aquele vestido de noiva. Vá, eu também não estou a falar de grandes viagens com lantejoulas e rendas e folhos e tudo o mais. Mas alguma coisinha que desse ali um "up" de fashion. Nem que fosse um  colarzinho. A rapariga estava um pão sem sal que até mete dó, especialmente quando ela é assim tão tão gira! A foto vem do blog theafroboy.



Felicidades prós dois. Tudo de bom! Pronto, eu vou continuar a trabalhar na minha tese. O dia adivinha-se longo e noite também. Beijocas para todos. E para aqueles que têm exames, estudos de caso, trabalhos ou teses para entregar, um bocadinho de música a servir de inspiração:


Catarina Vilas Boas

Disse por aqui, outrora, que este era o ano em que tirava uma foto em biquíni. A primeira full body, sem mão a tapar a barriga, sem merda de subterfúgio nenhum. Ei-la.


Não, o meu corpo não é perfeito. Está longe disso. Mas trabalhei muito por ele e continuo a trabalhar, todos os dias. Orgulho-me disso. Orgulho-me de não ter desistido da tal resolução de ano novo de 2014. Orgulho-me de me ter mantido no caminho certo e focada, apesar de tudo.

Não nasci com a genética abençoada de comer de tudo e não engordar, muito pelo contrário. Pior do que isso, sou extremamente gulosa. Ainda pior: sou preguiçosa. Por estas e outras razões, houve alturas na minha vida em que nem sequer fazia praia, ou rio, ou piscina, ou o que quer que fosse. Não alinhava em tardes de verão ao sol com as minhas amigas e muito menos com amigos. Tinha vergonha da gordura localizada, da celulite, da anca larga e dos braços gordos. Agora não tenho. 

Ser cheiinha nunca me impediu de fazer o que quer que fosse ou conseguir o que quer que quisesse. Muito menos agora. Tenho músculos fortes e um coração a bater como nunca bateu na vida. A minha vida de sedentarismo era tão longa e a minha incursão no mundo do exercício físico foi tão dura que tive direito a um desvio de coluna que ando a tratar com sessões de fisioterapia. Eu, uma criança de 23 anos, rodeada de velhinhas que trabalharam de sol a sol uma vida inteira. Não há um dia em que não sofra de pós-treino - seja braços, peito, abdominais, pernas ou glúteos. São dores que aprendi a abraçar (e a abrandar com camadas bem grossas de voltaren). 

No fundo, a única razão por não estar sequinha sequinha é o facto de gostar muito de comer (#shameonme) mas ando a tentar mudar isso, aos poucos, para que, a longo prazo, a alimentação saudável resulte na minha vida e no meu corpo. Sem passar fome, sem ter muitos desejos, tudo com peso e medida. Só não me tirem a ocasional Super Bock e tequila shot, plómordedeus! Uma gaja tem os seus limites.

Talvez para o ano já esteja top top top a partir tudo. Este ano, é isto que se arranja. E eu adoro.

Catarina Vilas Boas


Dantes era uma gaja que gostava de resolver mal-entendidos, pelo menos quando achava que estava a ser mal interpretada. Agora não, tou-me a cagar! Isso é uma coisa boa? Não me parece. É uma coisa má? Também não me parece. Tento olhar para isso como uma espécie de selecção natural da vida. Quem não me percebe, não merece a minha atenção. Quem não tem inteligência suficiente para perceber o que eu digo, como eu digo, não faz parte da minha fasquia.

Eu sei que eles não me percebem. Podia esclarecê-los? Podia. Se eles me perguntassem. Mas mesmo aqueles que perguntam, vou esclarecer para quê? Para daqui a dois dias ou dois meses haver outro "mal-entendido" a precisar de ser esclarecido? Não tenho paciência para andar nisso. Já tive. Agora não tenho. Mais vale cortar logo o mal pela raiz e ficar mal entendida de uma vez e para sempre.

Tenho consciência que há muita gente que não me percebe? Tenho. Se calhar há alguma coisa de errado comigo? Talvez. Não me interessa. Não quero saber. Essa é a beleza disto tudo. Porque se eu me importasse era capaz de ficar assim pró triste, mas como as pessoas, hoje em dia, me passam um bocado ao lado, continuo a viver bem a minha vida sem pensar muito nisso.

Isto é reflexo da tal frieza de que já falei aqui. Se calhar sou um bocado pró sociopata. But who cares? Eu não, com certeza.


Catarina Vilas Boas
Catarina Vilas Boas
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