Sou uma gaja de desenhos animados. Sou. Admito. Se puder fazer o meu cardio enquanto vejo o "Zé o Kantropo" ou o "Corneil e Bernie" na RTP2 , faço. E a minha sorte é não ter os canais pagos da macacada!! Embora me tenha apercebido que, nos últimos anos, o que está a dar nos canais destinados à canalha são aquelas soap operas de teenagers com dobragem à portuguesa em tudo. Menos nas canções que mostram uma voz completamente diferente da habitual no decorrer dos episódios e fazem as actrizes e os atores parecerem travestis a incorporar.

Isto tudo para dizer que acho inconcebível a canção de dormir dar às 8 horas da noite. No meu tempo eram os patinhos e passavam no final do telejornal. Agora é a "Chegou o soninho" e quer espetar com os petizes na cama antes mesmo de acabarem os trabalhos de casa ou de porem qualquer coisinha no estômago a fazer de jantar. 

Dito isto, tudo de bom para todos vós e um fim-de-semana cheio de sala como toda a gente merece. 


A vida são dois dias, enjoy.
Catarina Vilas Boas
... os homens são fáceis. O amor é que é mais fodido.



Catarina Vilas Boas

Brincar com o fogo.


Catarina Vilas Boas

Mas não me conformo com isto do Clooney ter ficado com a Amal. Tudo bem que ela tem uma classe do caraças mas é só ossos e pele o raio da mulher. O George nem tem onde agarrar... Tenho pena. Muita pena! Não me conformo. Pronto. Vou só ali chorar no travesseiro até adormecer que amanhã é outro dia.



Catarina Vilas Boas
Já viram, com certeza, a publicidade dos Corpos Danone. Aquele iogurte todo ele "Love your curves" porque tem 0% gordura  e a publicidade é envolta na mensagem de que as mulheres se devem amar a si próprias, independentemente do seu corpo e das suas curvas. "Sê tu mesma", dizem eles.



Tudo isto muito bonito se as mulheres do anúncio fossem mais gordas, mas não são. São umas piscas com o osso da anca maior. Ou seja, amem-se, amem o vosso corpo, mas só se ele for magrito. Vá, no máximo dos máximos podem ter uma curvita daquelas sem grande perigo e já chega. Mais não! Se for mais que isso já não se amem tanto assim porque não tem jeito nenhum uma mulher dessas.

Aliás, todo o  anúncio um contra-senso e não só por causa disso. Então estão a dizer às mulheres para amarem o seu corpo e cagarem na sociedade mas, ao mesmo tempo, mandam-nas comprar um iogurte (que já de si não é uma coisa que uma pessoa coma quando lhe dá os desejos) que ainda para mais é 0% gordura?! Vendam-me bolos de chocolate e cenas gordurosas. Isso é que é amor próprio, ao corpo e às curvas. Deixá-las contentes e formosas, sempre maiores. Quanto maior mais para amar.

Outra coisa é o facto de este anúncio estar dirigido apenas a mulheres. Esta gente dos iogurtes não tem noção da quantidade de matulão amaricado e metrossexual que passa o dia a contar as calorias e a mamar passas, bagas goji, batata-doce, claras de ovos, panquecas de banana e whey às colheradas, sem água à mistura nem nada, vai mesmo em pó que o corpo assimila melhor. Ai o dinheiro que eles faziam se criassem uns iogurtes magros mais machos, dirigidos ao público dos homens Fit life.

No fundo, no fundo, sou uma inovadora. Se tivesse percebido um corno de matemática tinha ido para gestão e já era uma empresária de sucesso. Mas não! Fui para as letras, a vertente de saber do desemprego. Como se escrever desse dinheiro a alguém! Esta minha mania de seguir os meus sonhos e viver de paixões ainda vai ditar o meu fim.


Catarina Vilas Boas
É que sou uma inocente. Só para não dizer burra.

Catarina Vilas Boas

Uma biblioteca sem internet é coisa para me fazer morder o punho repetidas vezes, querer atirar o computador contra uma parede e virem-me lágrimas aos olhos. Tive quase quase a pedir o livro de reclamações mas depois lembrei-me que a merda da internet nem sequer é da biblioteca, é daqueles hotspots gratuitos espalhados pela cidade o que, já de si, é uma tristeza.

Controlei-me.

Porque no estado de nervos em que estava, tenho a certeza que a pobre da funcionária é que ia levar por tabela. Não é que ela não merecesse, porque sempre que abre a boca incorpora uma peixeira e isto é uma biblioteca, não é o Bolhão. Mas, como acordo sempre com um humor de cão, ainda para mais quando só dormi 3 horas, a acrescer o facto de ontem ter sido dia de pernas, decidi respirar fundo e engolir a gana antes que perdesse a cabeça.

A verdade é que ninguém tem que aturar a princesa. Não é que não estivesse certa mas, em Portugal, quando alguém se queixa, é sempre porque tem a p*ta da mania.

Se fosse só uma vez era compreensível. Estas coisas acontecem… Mas nesta biblioteca acontecem todos os dias. Ninguém faz nada, ninguém quer saber, e quem vem para aqui trabalhar é que se lixa até porque, quando a merda da internet decide funcionar, uma simples pesquisa no Google pode demorar mais de 2 minutos a concretizar-se. Só a pesquisa, atenção!! Porque clicar numa das páginas e conseguir realmente ver o conteúdo são mais 5 minutos de agonia. E nem me façam falar das imagens. Não existem. Para todos os efeitos, nesta biblioteca, a internet é feita de texto e de quadrados quebrados, de todos os tamanhos. Uma coisa linda de se ver. Um print screen disto é arte contemporânea.

Sem exagerar, estou aqui há exatamente 31 minutos com uma notícia escrita e sem a conseguir postar. Já me estão a dar uns calores e umas comichões pelo corpo todo que tou aqui tou a arrancar os olhos com as unhas!!


Catarina Vilas Boas
É um programa documentário do Discovery que passa na TLC e segue as pessoas que lutam com os mais diversos vícios: desde heroína, metanfetaminas e vodka a cenas estúpidas tipo velocidade na estrada e dormir, toda uma panóplia que me faz ver a vida e a selecção natural com outros olhos.
Se fizessem um Addicted em Portugal de certeza que ia seguir um tolinho das raspadinhas.

Um tolinho das raspadinhas é uma pessoa que consegue gastar 30 a 40€ apenas em raspadinhas e passa o serão a raspá-las e a trocá-las por mais raspadinhas, na esperança de ter algum lucro. Que acaba por nunca ter, porque faz isso todos os dias e, quando ganha €100, já f*deu 1000€.

A papelaria do pingo-doce aqui da terra é a sala de chuto preferida da zona. Aquela casa deve fazer dinheiro como merda a vender papelinhos que nem dão para pôr debaixo da perna manca de uma mesa. Tanto que até colocaram um balcãozinho estrategicamente junto às raspadinhas para que todo e qualquer tolinho possa raspar ali, imediatamente ao ato de compra, sem preocupações, as resmas que acabou de adquirir.

E atenção, eu quando digo resmas não estou a exagerar. No outro dia estava lá na fila e começo a ouvir um “zc zc zc zc zc zc”, eram os tolinhos no tal balcão a raspar. Mas a raspar como se não houvesse amanhã!! Eles davam-lhe ali ao kick de uma maneira que se fossem limpar mato com aquela pujança de certeza que conseguiam criar uma empresa de sucesso, digna de patrocínio do Shark Tank. O balcão, que era branco, cheio de partículas cinzentas raspadas e eles, com cara de desgostosos, a separarem as raspadinhas que tinham dado alguma coisa das que não tinham nada. Depois lá se puseram na fila, atrás de mim, para trocar aquele “dinheiro” por mais raspadinhas. O maior prémio que aqueles três podiam receber era um semelhante banano no meio das trombas que nunca mais compravam uma raspadinha na vida.

Neste momento, os Jogos Santa Casa disponibilizam 34 tipos de raspadinhas diferentes. Ora digam-me lá se a Santa Casa não é misericordiosa? Sempre a pensar nos pobres portugueses.

E agora vocês perguntam: Mas, Catarina, o que é que tu estavas a fazer na papelaria?

Não, não estava a comprar mortalhas, nem tabaco, nem uma mochila da Kitty ou a Vogue Paris. Estava a comprar uma raspadinha para a minha mãe. #deusmajude


Catarina Vilas Boas 

Não percebo bem a ideia do X feito a fita isoladora nas nádegas nem daqueles tapa mamilos. Mal por mal mais valia mostrar pele que sempre é mais bonita. Há videoclipes que não lembram ao diabo. Ou melhor, lembram! E eu sei bem porquê: a carne vende! E com tanto movimento sensual aposto que ninguém atentou na legenda em espanhol. "Porque chica eres perfecta"! Não há nada mais sexy!!

Tirando isso, tá uma boa musiquinha para ouvir enquanto se bebe um copo de vinho e se vê a chuva a cair lá fora. Ou enquanto se faz sexo!! Eu não vi o filme mas duvido que o Grey chamasse "trenga" à Dakota!

Catarina Vilas Boas
Estas dias descobri no facebook uma rapariga que andou comigo na primária e vai agora a caminho do terceiro filho. Parece que é agente imobiliária e tem mesmo jeito para a coisa, porque já ganhou o prémio de vendedora do mês várias vezes. Isto a vida é muito engraçada. Na escola era burrinha de todo, coitadinha. Mas eu, que tenho a p*ta da mania que sou inteligente, ando por aqui aos trambolhões e ela tem a vidinha toda organizada. 

Sinceramente, não lhe invejo a sorte. How booooooooring!



Catarina Vilas Boas
Catarina Vilas Boas



depois de fazermos sexo ele chama me de trenga

"Depois de fazermos sexo ele chama me de trenga"??? 

Não percebo muito disto das estatísticas, mas o pouco que percebo leva-me a crer que uma pobre criatura escreveu a frase "depois de fazermos sexo ele chama me de trenga" no google e veio aqui parar porque algumas dessas palavras estão neste blogue, dispersas por vários textos. (Ou isso ou alguém pesquisou mesmo esta frase no Catarinalismo, o que me leva a questionar sobre o que é que as pessoas esperam encontrar...) Para o caso de acontecer novamente, eu respondo:

Posso estar muito enganada, mas se bem conheço a espécie masculina, "trenga" é um pseudo nome carinhoso que os homens adoptam em duas situações - ou na altura em que te querem bater o coro mas ainda não têm confiança contigo ou quando já estão num relacionamento. O último caso acontece quando o moço é assim mais pró fechado e tendencialmente (não sempre) apenas numa fase inicial. Não acredito que ele te tivesse chamado trenga porque és trongalhona no acto. Don't overanalyse it nem pesquises tudo o que o homem disser no google ou vens parar aqui outra vez e eu não posso andar a vida nisto. 

P.S.: Isto também serve para "tótó", "parola" e "deficiente", esta última apenas se for entoada com voz de carneiro mal morto.

Catarina Vilas Boas
A expressão "santinho", que dizemos quando alguém espirra, tem uma origem muito engraçada.

Uma vez que os mortos deixavam de respirar, antigamente pensava-se que a alma era o fôlego e o espirro, esse acto violento de saída de ar, era a alma a escapulir-se. Ao dizer "santinho" era esperado que Deus ajudasse e preservasse a sua vida, caso contrário, os demónios podiam ocupar o corpo vazio.

"Saúde" também é uma expressão muito utilizada actualmente, mas a sua origem data da Idade Média. Nessa altura os conhecimentos médicos eram quase nulos e era difícil curar a maior parte das doenças. Sendo o espirro associado à falta de saúde, a expressão funcionava como uma bênção, garantindo boa sorte e as melhoras para o enfermo.



Catarina Vilas Boas
Estar sozinho não é, bem sei, da natureza humana, porque se assim fosse ficava cada um no seu cantinho, feliz da vida, e a continuação da espécie assentava em one night stands sem fim e vidas carnais sem qualquer noção de família. É natural as pessoas não quererem estar sozinhas. Não  é propriamente o meu caso, mas eu sou anti-natura. Eu compreendo. Mas de não querer estar sozinho a não saber estar sozinho vai uma grande diferença.

Porque estar ou não sozinho não depende nunca somente de nós, para não estarmos sozinhos precisamos de outra pessoas, e já se sabe que as pessoas são um bicho volátil e esquisito em quem nunca se pode plenamente confiar. Então eu não gosto de estar sozinha, tudo bem, estou com alguém. E corre tudo muito bem às mil maravilhas (ou muito mal, na pior das hipóteses) até que um dia essa pessoa decide que não quer mais fazer-me companhia. E depois? O que é que eu faço?

Eu faço muita coisa, porque eu sei estar sozinha. Mas quem não sabe vive, para além da rejeição, um temor avassalador de morrer só e na penumbra, uma necessidade ardente de calor humano, aceitação, alento. Quem não sabe estar sozinho não compreende que todas essas coisas podem vir de nós próprios. Nós somos a nossa própria companhia, nós somos a pessoas mais interessante no mundo que podemos conhecer e com quem podemos conversar. Eu apaixono-me mais um bocadinho por mim todos os dias. Mas eu sou uma gaja de narcisismo perverso, não sou propriamente exemplo para ninguém...

E se às vezes precisarmos de alguém, porque precisamos sempre, temos os amigos, aqueles que tínhamos antes de tudo e preservamos mesmo quando tínhamos alguém. Quem não os preserva, que sa foda, cada um se deita na cama que fez.


Catarina Vilas Boas
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