Catarina Vilas Boas
Eu nunca poderei ir àqueles brunchs dos hotéis que ficam muito giros nas fotos das bloggers no instagram. Porquê? Porque a pagar mais de 50 euros por uma refeição que tem que me valer por pequeno-almoço e almoço eu vou masé comer! Não vou tirar fotos, não me vou contentar com a papaia, nem com um copinho de iogurte e muesli, mais uma fatia de pão de sementes com queijo light. Não. Vou COMER! Fruta, doces, salgados, laticínios, vegetais, cereais, proteína gordurosa... Toda uma roda de alimentos e processados que vou enfiar goela abaixo! Até não me apetecer mais! 

E depois vou comer mais um bocado. Antes de ir pró brunch mamo dois daqueles comprimidos pra forrar o estômago que não há azia que me pegue e vou fazer render o balúrdio que as pessoas pagam para se armarem em finas quando vão prá gandaia no dia anterior e, porque quando se levantam já é muito tarde e parece mal pedir o pequeno-almoço, vão tomar o belo do brunch.

É por estas e por outras que ninguém me convida para um brunch. É tudo por medo da vergonha alheia. E eu compreendo. Porque eu sou uma gaja de paixões incontroladas e comer é uma delas. 

Em verdade vos digo que também não é preciso ninguém convidar-me porque eu, ao fim-de-semana, também tenho brunch lá em casa. Primeiro porque a única refeição que é cozinhada é o almoço de domingo, o resto dos dias o povo que se desamerde com umas tostas mistas. Segundo porque nunca me levanto a horas decentes e portanto posso considerar a primeira refeição do dia um brunch, tanto ao sábado, como ao domingo. Dois brunchs seguidos! Não é para todos...  



Catarina Vilas Boas


Foto dela com ele, no dia do casamento - "um mesinho já passou". As amigas felicitam-na, ela agradece encarecidamente, uma outra dá-lhe os parabéns e ela replica "Obrigada, casadinha de fresco, bem vinda ao clube".

Hellooooooo migaaaaa, só se for ao clube das pobres coitadas porque o teu marido - que eu não conheço de lado nenhum - acabou de me enviar uma mensagem privada no facebook!! Hashtag: LOOOOOOOOOL; hashtag: não sei se ria se chore; hashtag: antes só que mal acompanhada, nitas!

Catarina Vilas Boas


Catarina Vilas Boas


Catarina Vilas Boas
Se isto fosse um blogue com alguma visibilidade talvez o post anterior me tivesse trazido alguns dissabores. Tipo haters e comentários anónimos a encherem-me de "mal formada" e "energúmeno". Como ninguém lê as merdas que eu escrevo (à excepção de algumas pessoas que me conhecem e entendem um pouco do free spirit que eu sou) uma pessoa sempre pode extravasar o lado mais negro sem ter realmente medo das repercussões. É isto mesmo este blog, ser indomável, falar de tudo o que me apetece só porque me apetece, ser "inconveniente" porque, no fundo, nasci com uma capacidade tremenda e incontrolável de fazer o que me dá na real gana. 

A parte de não me preocupar com o que pensam sobre isso veio depois, à medida que fui crescendo e me eduquei a não ligar tanto assim aos outros na medida em que, o que eu sou e faço, não lhes diz respeito a não ser que os atinja directamente. Porque esse é realmente o problema desta "sociedade enjaulada". Não são só os outros que nos enjaulam, nós enjaulamo-nos a nós próprios. Não só dando a chave àqueles que nos aprisionam mas também construindo as barras com as nossas próprias mãos. Fazemos isso quando nos importamos com gente que não tem realmente importância na nossa vida. As pessoas só têm a importância que nós lhes damos e a inveja, o preconceito e a tacanhez não deviam conquistá-la.

Atenção, não caio no erro de acreditar que não há gente que não goste de mim (e, consequentemente do que eu escrevo, que não passa de um reflexo mais profundo do meu eu) apenas porque, pura a simplesmente, não gosta. Não porque me inveja, não porque eu não encaixo nos seus padrões do politicamente correcto, não porque não consegue apreender a noção de liberdade como direito natural e individual de cada ser humano, mas sim porque, não gosta, sem razão ou com razões que não passam por aí. 

Da mesma maneira que há pessoas que gostamos instantaneamente porque sim, também há pessoas que não gostamos porque não. Tem alguma coisa a ver com a piscina genética e as feromonas, mas não vou entrar nessas cenas da ciência que isso não é a minha praia.

Por isso, gente dos politécnicos por este mundo a fora que possa ter lido o post anterior, não levem a mal... a vida é isto!!

Catarina Vilas Boas

Uma gaja bem tenta não ser preconceituosa mas a realidade é que, a propósito dos institutos politécnicos, tenho sempre uma mosquinha que me sussurra ao ouvido coisas que não vale a pena escrever aqui para não ferir susceptibilidades. Se eu tivesse tirado o curso numa universidade pública então é que ninguém me aturava. Foi numa universidade, ainda assim. E que ninguém me diga  que são a mesma coisa porque se fossem iguais tinham o mesmo nome. 

E para mostrar que uma gaja vai à wikipédia, vamos lá a dissecar as grandes diferenças entre os dois subsistemas de ensino superior.

A grande diferença original entre o ensino politécnico e o ensino universitário é que o primeiro encontra-se vocacionado para a prática enquanto o segundo se dirige à teoria. O ensino universitário gere saber, através da investigação; o ensino politécnico foca-se na compreensão e na solução de problemas concretos. Não vou pôr isto numa analogia (novamente para não ferir susceptibilidades) mas a fazê-lo, a história envolveria qualquer coisa como um desastre natural, um arquitecto e um trolha.

Essencialmente, e ainda de acordo com a wikipédia, "a diferença entre os dois subsistemas acabou por se tornar muitas vezes subtil e apenas teórica". Essencialmente, as diferenças prendem-se pelo facto de o ensino politécnico não conferir o grau de doutor e não dar formação em certas áreas tradicionais do saber como medicina e direito e ter frequentemente regimes de acesso em que é dada preferência a candidaturas de âmbito regional.

Pronto, é isto. Cada um tire as conclusões que quiser. As minhas estão tiradas há muito e baseiam-se em grande parte, não nestas definições, mas nos próprios alunos dos politécnicos, os que lá estão e os que de lá saem. #deusmalivre


Catarina Vilas Boas
Ultimamente tenho adormecido tão morta de cansaço que não sonho. Ou melhor, sonho mas não me lembro de ter sonhado. Então como é que eu sei que sonho? Porque acordo com músicas na cabeça que não lembram ao diabo e que não ouço há anos e que só podem ter sido banda sonora de um qualquer devaneio noctívago. Ontem foi a Pictures Of My Own, dos Fingertips. Hoje foi esta. Nunca pior!


Catarina Vilas Boas

Escrevo hoje no ímpeto feroz de responder ao interesse público. Escrevo para ti. Para te dizer que a vida é curta. É curta. Ponto final...

É curta para quem vive e para quem não vive. É curta para quem realiza todos os seus sonhos e para aqueles que acumulam fracasso atrás de fracasso no envelhecer dos tempos. É curta para quem é feliz e para quem é triste que é, no fundo, a mesma pessoa, porque não há ninguém tão abençoado que seja feliz a vida toda nem ninguém tão azarado que seja sempre triste. 

A vida é curta e nós não vivemos a única certeza de que ela finda. Esquecemo-nos. Perdemos os momentos. Perdemos as pessoas. Perdemos tempo. Eu escrevo hoje não só para te dizer que a vida é curta mas também para te mostrar, a ti que me lês, no hoje abstrato da internet, que pode ser realmente hoje ou daqui a 10 anos: este texto é o sinal de que estavas à espera. Tu que estás desorientado às escondidas de uma luz, Tu que transpiras num dilema e te afundas na dúvida. Tu que estás com medo. Encontraste estas palavras por uma razão. Toma o passo decisivo que te vai desencalhar os dias. Direcciona a tua vida para onde queres que ela vá. Guia-a. A responsabilidade, assim como a vida, é tua! Talvez assim, quando ela acabar, tenhas a sorte de não sentir na pele e na alma o odor acre dos milhões de caminhos que quiseste percorrer e não percorreste. Dá um passo de cada vez. Hoje um, amanhã outro. A caminhada é melhor e mais prazerosa que o destino em si. Esse é só um e é igual para todos.

A vida é curta. Acaba sem dares por isso. Por isso vive... Faz hoje o que nunca fizeste. Perdoa o "imperdoável". Desfaz o não dito que até hoje não te atreveste a dizer. Faz as malas e viaja para o sítio que sempre quiseste conhecer. Abraça os teus amigos. Despede-te desse emprego de merda. Declara-te ao amor impossível. Separa-te desse amor impossível. Sai do armário. Começa a dieta. Tem um filho. Planta uma árvore. Escreve um livro. Diz aos teus pais que os amas. 

Nós somos as experiências e as pessoas inesquecíveis que vivem connosco e dentro de nós. Elas, assim como nós, não vão estar aqui para sempre. Dizem que, quando morres, toda a tua vida passa em flashs, por segundos, em frente aos teus olhos. Faz com que esse seja um filme que tu gostes de ver.


Catarina Vilas Boas
Pronto, dentro das versões low cost, para já é isto!


Ainda não galguei lojas mas do que vejo na internet não se aproveita grande coisa. Tudo desenchabido, as mesmas formas, as mesmas cores de sempre e sem folhinhos - que é uma coisa que eu gosto muito em biquinis e é uma opção óptima para disfarçar a anca! Resta-me acreditar que até ao verão perco a anca toda e não preciso de folhinho nenhum para disfarçar... (crossing fingers)

Posso dizer que, pela primeira vez na vida, me sinto preparada para uma biquini shot sem medo! Tenho muito trabalhinho investido neste corpanzil. Ainda assim não está perfeito! Mas deixa-me muito orgulhosa. Só falta o biquini...

Catarina Vilas Boas
Ter uma tatuagem feita pela Whang Od, a última tatuadora Kalinga. Mas pequenina, que isto tem ar de doer pra c*ralho!



Whang Od tem 92 anos e é a última tatuadora Kalinga. A sua técnica tem mais de mil anos e é transmitida de geração em geração. Como perdeu o namorado na guerra quando tinha 25 anos, não teve filhos e as tatuagens Kalinga vão morrer com ela.

Vive em Buscalan, uma vila escondida numa montanha, situada na ilha Luzon e a única forma de lá chegar é através de uma caminhada de uma hora por trilhos traiçoeiros. Se a vila não fosse recôndita, provavelmente estaria cheia de turistas desejosos de ter a pele para sempre marcada com uma tatuagem de Wang Od, a mulher mais velha da tribo que levará consigo, no dia em que morrer, um pedaço da cultura e tradição do seu povo. 


A tinta para as tatuagens é feita com água, carvão vegetal e batata-doce, tudo misturado numa tigela de casca de coco. Para desenhar a pele, Wang Od usa ramos de calamansi (citrinos) ou limas filipinas e um prego fixo num pau de bambu.

Os clientes podem decidir onde querem a tatuagem mas o desenho é ela quem escolhe. Existe também a possibilidade de pedir um dos desenhos que Wang Od tem nos braços.



Cada tatuagem custa, no mínimo, 500 pesos filipinos que é qualquer coisa como 11 euros. E, para além das tatuagens, Wang Od acolhe todos os turistas em sua casa, no primeiro andar, onde lhes dá alojamento e comida. À conta disso, é uma das mulheres mais ricas da tribo, muito embora leve a vida modestamente. 

A tatuadora não é a única a fazer negócio com a chegada de turistas. Charlie Pan­-Oy, o seu vizinho, vende marijuana e todos os locais recebem uma cota paga pelos visitantes, imposta pela The National Commission of Indigenous People. 



Catarina Vilas Boas

Acabei de ver uma rapariga no facebook que me fez voltar a amar o meu nariz. A rapariguinha era tão jeitosita... mas, creeeedo, tinha um nariz que mais parecia uma marreta! A genética é uma fdp sádica!

Catarina Vilas Boas
Sempre que vejo o Miguel Rocha Vieira vem-me imediatamente à cabeça o pensamento: "Faz-me o jantar lindoooooo! Prometo que como tudo! Não sobra nem um greirinho de arroz para contar a história". 

Mas cheira-me que ele não cozinha ao domicílio para desconhecidas e eu não posso dar um saltinho ali ao Costes que me fica um bocado fora de mão. Portanto hoje tem sala! Literalmente na sala. Deitada no sofá, a ver o Masterchef Portugal que é a única coisa que me consola a vista e a alma. 

Nunca a cozinha me pareceu tão apelativa! Que é como quem diz "o cozinheiro", vá... E para o caso de existirem dúvidas: Não, não estou a falar do Goucha nem do Rui Paula.


É já logo à noite!
Catarina Vilas Boas





Beatriz Gosta é tão bom tão bom que é um pecado não gostar!

Subscrevam aqui e ouçam as outras histórias de uma gaja livre e descomprometida que vive e fala de sexo de uma forma extraordinariamente refrescante.

Catarina Vilas Boas

Ou "como, numa caminhada de 7 minutos sob chuviscos, as minhas pestanas acumulam gotículas de água e os meus cabelinhos pequenos se encaracolam como o rabo de um porco".

NUNCA MAIS É VERÃO, MEU DEUS!!´


Catarina Vilas Boas
Com tecnologia do Blogger.