Pelo menos não num futuro próximo. E não é que eles sejam caros! Eu é que sou uma tesa...

Amores de verão. Verão esse que, por sinal, nunca mais chega! Para uma pessoa ganhar uma corzinha saudável, sardas na cara e mais 50 sinais. Para poder andar de calções e crop tops, sandálias e havaianas. Para deixar secar o cabelo ao natural e usar cores garridas nas unhas. Para deixar o casacão em casa e usar o blazer e as calças brancas. Para nadar! No mar, na piscina, na lagoa, no rio. Para correr e saltar com uma alegria que só o sol e o bom tempo trazem. Para andar descalça e dormir nua. Para usufruir das noites quentes e longas. 

Para mostrar a celulite e a gordura localizada!! Sim, porque eu só não pus aqui as fotos das modelos que estavam a usar estes trapinhos por inveja. Porque "ó meu deus" o que eu dava para ter aquele rabiosque, aquelas pernas e aquela barriguinha lisa e sedosa! E, já agora, ter também os modelitos que as boazonas exibem. Enquanto não posso, vou ver se encontro uma versão low cost destes padrões e destes cortes giros numa qualquer loja mais baratuncha. E vou ali fazer mais um treininho, a ver se até ao Verão reduzo os presuntos e as love handles até a um mínimo aceitável.

Para os interessados e interessadas (com coragem) deixo aqui o link da loja onde estão disponíveis os modelitos. Os biquinis. E elas...

Catarina Vilas Boas
Os amigos são como peças de roupa. O próprio formato impede que estejam connosco sempre - uns são tshirts e crop tops, impossíveis de usar no Inverno, outros são saias e vestidos que nós nem sabemos porque é que ainda compramos uma vez que nunca os usamos e outros são os favoritos, as calças, de cinta subida e, de preferência, de ganga, que dão para todo o ano.

Dentro das modalidades de vestuário temos peças preferidas: aquele crop top, aquelas calças, aquele blazer. Aquela peça que, dentro do género, é a nossa favorita, usamos e voltamos a usar, não nos cansamos e é sempre aquela que nos vem à cabeça quando pensamos num outfit de topo. Essas peças tendem a ficar guardadas, por amor, por paixão, pelo sentimentalismo barato de sabermos que gostamos tanto delas que, um dia, tarde ou cedo, as vamos voltar a usar.

Por vezes isso acontece. Outras vezes não. Ora porque, quando voltamos a pegar nelas, já não gostamos de nos ver com elas ora porque, pura e simplesmente, deixam de nos servir. Chegamos à triste conclusão que não vale a pena guardar mais aquela peça, aquele amigo. Já não nos serve, já não nos fica bem, e deixá-lo ali no armário serve apenas como uma triste lembrança do que foi e não volta mais, por não ser mais o que outrora foi. Quando é assim é doá-la. Dá-la a quem sente por ela aquilo que outrora sentimos, deixá-la a quem a usará e a quem fica bem com ela. Com ele. Com a peça assim como com o amigo.

É um sinal dos tempos. As roupas, assim como os amigos, não crescem connosco. Só as de tecido elástico e os versáteis valem a pena manter na nossa vida. Os verdadeiros vintage que ficam sempre bem. Esses hão-de servir sempre. Mesmo que às vezes seja preciso encolher um bocadinho a barriga. É isso, também, a amizade.



Catarina Vilas Boas
Toda dorida, mas viva.

No outro dia acordei a meio da noite com uma dor lacinante. Troquei de posição durante o sono e acabei por me deitar por cima do meu próprio braço que estava muscularmente moído e em frangalhos. Juro, acho que os membros superiores nunca me tinham doído tanto na vida. Já tinham doído muito em várias ocasiões, mas ao ponto de me acordar do meu pseudo sono de beleza, não.

Desde o início de 2015 que andava um pouco desleixada na minha fit life, o que me deixava bastante agoniada. Primeiro porque desde que comecei a fazer exercício (numa das poucas resoluções para o ano 2014 que levei religiosamente a bom porto) nunca tinha estado tanto tempo a mandriar. Segundo porque sabia que quando voltasse me ia custar imenso e eu não sou grande pistola no que toca a transpôr as adversidades do treino (principalmente porque nunca faço aquecimento e no dia seguinte é certo que vou estar toda entrevadinha).

Há coisa de uma semana, convenci-me (e convenceram-me) a pôr fim ao período sabático e voltei em full force ao treino da Kayla. Já vou na segunda semana e não tenho falhado. Confesso que no primeiro dia de pernas só fiz uma vez cada circuito (embora tenha compensado com 15 minutos de HITT) mas só porque não conseguia mesmo. Não era preguiça era inabilidade física. A Kayla é dose! Depois de quase dois meses sem mexer o rabo, ninguém aguenta 15 agachamentos com salto, 15 agachamentos, 24 lunges com pesos, 24 knee ups, 16 x jumps, 10 burpees, 24 step ups com pesos e 15 agachamentos com press e bola medicinal!

Dei por mim a dormir como uma bebé todos os dias, a deitar-me cedo e cheia de energia para o dia seguinte, organizada e com tempo e força de vontade para tudo. Continuo a não gostar de exercício físico, mas faço-o e já não estou bem sem o fazer.

Catarina Vilas Boas
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