O mais assustador é que, nas imediações, só se encontravam homens adultos. Depois não querem que uma gaja tenha medo por ter encontrado um papelinho com um número de telemóvel enfiado no cacifo. 

Catarina Vilas Boas
Sou eu a única a achar esta veia feminista recém descoberta da Jessica Athayde mais um golpe de marketing do que propriamente um despertar de consciência? Sei lá, acho sempre estranho quando uma gaja acorda para essas questões com esta idade. Ainda para mais uma gaja que tatuou numa das nádegas a inicial de um dos namorados do liceu.

Chamaram-lhe loira burra tantas vezes mas ela só quis ser a Emma Watson portuguesa quando desfilou na passerelle em biquíni e gozaram com a sua alegada pança. Ohhh a ironia!

E nestas coisas do feminismo, caros amigos e amigas, é como quase tudo na vida, antes sozinha que mal acompanhada! Antes vê-las alienadas da realidade desigual em que vivemos do que vê-las a defender valores que agora ficam bem defender, só porque sim, porque querem ser diferentes. 

 Cancela lá isso, Jessica!
Catarina Vilas Boas


When your greatest passion becomes your greatest weakness, remember:


Catarina Vilas Boas



Catarina Vilas Boas
Desde que vi meia dúzia de burros velhos (comaputadamania), em frente a uma igreja, a sacarem de um telemóvel e a fingirem que tiravam uma selfie enquanto o fotógrafo captava para sempre a estupidez daquele momento, acredito em tudo. E o que eu me ri nessa altura? E hoje, sempre que me lembro.

Ahhhhh, como eu gosto de os ver todos a cair como tordos.

Catarina Vilas Boas
Não quero porque, da maneira que eu sou, ninguém vai estar para me aturar e se não forem os amigos e familiares, ninguém ampara os idosos neste país.

Os Bombeiros e as Juntas de Freguesia fazem o que podem. Falo porque já vi. Já vi senhoras e senhores a serem levados ao hospital em macas, ou a cambalear, porque a idade pesa e não se conseguem deslocar sozinhos nem sequer para receberem os cuidados médicos que a débil saúde impõe. Falo porque vou tendo conhecimento de iniciativas de Juntas que comparticipam o pagamento de medicamentos, parcial ou totalmente, que levam refeições solidárias a casa, que organizam convívios, que deslocam os idosos aos correios, à farmácia, ao supermercado, muitas vezes a largos quilómetros do local onde vivem. E se está mau no litoral, pior no interior, esse pedaço do país que é continuamente relevado para 2º plano, desertificado à custa de medidas económicas que fazem contas a pessoas como se estas fossem números.

Eu não quero chegar a velha porque o meu país não quer que eu chegue a velha. Chegar a velho implica custos, custos que os velhos de agora pagaram enquanto novos mas dos quais se esqueceram de pedir factura e que caem agora no esquecimento. Os anos de uma vida de sacrifício e de trabalho não contam para os cofres portugueses. Os velhos são um empecilho e nem a sabedoria adquirida à custa de rugas, próteses e cabelos brancos lhes dá credibilidade para serem tratados como gente.

Eu não quero chegar a velha porque os direitos que edificaram a Constituição do país onde vivo não são respeitados. Porque não existe Estado Social. Porque os bens essenciais não são assegurados. Nem água, nem electricidade, nem serviços, nem alimento, nem um tecto sobre a cabeça. Nem calor humano, nem qualidade de vida.

Eu não quero chegar a velha porque mais vale morrer que viver na penúria de um dia-a-dia que os meus governantes me querem tirar, a todo o custo, porque o meu envelhecimento não será nada mais que uma percentagem de uma taxa que não convém mostrar ao mundo.

Eu não quero chegar a velha. Porque este país, que não é para novos, também não é para velhos. Este país não é para ninguém. 

Catarina Vilas Boas
Eu não ia falar nada. Porque o que acontece com os textos sobre o dia de São Valentim é que soam sempre ou a ressabiamento ou a  gabarolice. Ressabiamento se o autor estiver sozinho. E gabarolice se o autor não estiver. Eu, como estou sozinha e gosto muito de avaliar as coisas pelo negativo, impus a mim própria abstinência sobre a temática (só sobre a temática). Tudo muito bem até ao momento em que me deparo com um texto no facebook que me deu apetites de arrancar os olhos com uma colher por estar a ler tamanha pérola. 

O discurso não foi exactamente este, até porque eu não guardo espaço na minha memória para palavras estúpidas, mas a criatura escreveu qualquer coisa do género:"ai e tal porque o dia dos namorados é para os namorados, a cada canto que vou é só mulheres a combinarem jantares para esse dia, não é nesse dia que vão arranjar namorado, para vocês existe o dia x de Agosto, dia do solteiro".

As pessoas sem namorados não podem marcar jantares no dia dos namorados. Fds, essa é  nova, desconhecia. E jantar em casa, podem? E tomar banho? E cheirar rosas, comer chocolates e ir a Paris? Podem ou é só se tiverem namorado? Mas agora porque a indústria decidiu criar um pseudo feriado para que os casais gastassem rios de dinheiro numa ode comercializada ao amor,  os solteiros têm que se fechar em casa como tuberculosos todos os santos anos, no dia 14 de Fevereiro? 

Outra coisa: "arranjar namorado"? É preciso querer arranjar namorado para se jantar fora no dia dos namorados? Aliás, que mulher é que precisa de se dar a esse trabalho para "arranjar" namorado? Não sei como é que anda, hoje em dia, o rácio de fêmeas para machos, em Portugal, mas da última vez que reparei bastava uma gaja mostrar as pernas e usar salto alto para ter meia dúzia de tordos à volta, como abutres a rondar uma carcaça.

Juízo, menina! Tenha juízo.

Catarina Vilas Boas
Como se não me chegasse a cova que tenho no queixo e que faz com que este pareça um cu, agora apercebi-me que o meu nariz se assemelha estranhamente a uma marreta. Faz sentido que só veja isso agora, porque o nariz e as orelhas são feitos de cartilagem que é única coisa do corpo humano (à excepção do cabelo e das unhas) que está sempre a crescer. Safei-me nas orelhas, f*di-me no nariz. Tendo em conta a minha herança genética, era pedir demais que me safasse nas duas coisas.

De todas as fotos que vi da minha pessoa nos últimos tempos tenho a concluir que a minha cara não tem um nariz. Não! É mais ao contrário. O meu nariz é que tem uma cara. Rei e senhor de um terreno onde um pequenino espaço está destinado aos olhos e à boca. Como se não bastasse, quando sorrio, a minha cara encolhe-se toda como se tivesse sido prensada numa daquelas máquinas que transforma carros em cubos e fica tudo muito junto, em volta do nariz. Parece que tá tudo ali numa reunião de condomínio, em que a Sô Dona Penca é a senhoria.

Para mal dos meus pecados também tenho uma testa descomunal que, a respeitar a analogia estabelecida até agora, deve ser o heliporto do prédio! Não faz muito sentido, visto o meu tamanho não dar para mais de 4 andares... os inquilinos têm a mania das grandezas, é o que é!

Pronto, não vale a pena bater mais no ceguinho! Deus não dá com as duas mãos. A mim deu-me tudo de psyche e nada de fisique. Antes assim que o contrário.


Catarina Vilas Boas
  com variantes que vão desde o "gato" e "giro" ao "mal" e "desfavorecido"

Quem nunca a disse que atire a primeira pedra...
Catarina Vilas Boas
Quando alguém manda uma indirecta no facebook e dá erros ortográficos. Ahah! AH-AH! AHAHAH!

Oh! The joy...
Catarina Vilas Boas
Gosto tanto da palavra “foder” que não podia deixar de falar sobre isto.

“Sim, nós fodemos” é um movimento que pretende desmistificar e dar a conhecer a sexualidade dos deficientes. Chega mesmo a tempo do dia dos namorados e desenrola-se durante o dia todo, na tentativa de mostrar, via palestra, que os deficientes também fodem. E - confesso que esta parte já não tem tanta piada - também amam, namoram e “fazem amor”. Têm direito a uma vida sexual activa, que é como quem diz, excitarem-se, excitarem e serem excitados. Agora que já arranjei uma desculpa para escrever sobre sexo neste blogue, retiro-me.


Deixo-vos só aqui esta imagem que está um mimo e o link para a notícia que esmiuça um bocadinho do sexo deficiente que, nem por isso, tem de ser deficitário. 


Catarina Vilas Boas

Daquelas músicas que nunca teve o devido reconhecimento nos charts portugueses. "It's such a shame"!


Dedication To My Ex - Lloyd ft Andre 3000

"She. She used to be a really special lady
I guess she's feeling kinda freaky lately
It's such a shame!"

Esta é a versão censurada, que troca "pussy" por "lovin". Pessoalmente gosto mais desta. Soa-me melhor... Mas se quiserem ouvir a versão não censurada, façam o favor de clicar aquiNasci para agradar ;)

Catarina Vilas Boas



Tá uma gaja descansada a ver o Primeiro Jornal, com o belo do Pedro Mourinho a fazer companhia enquanto digere uma taça de morangos com chantilly e, de repente, acorda para a crueldade do mundo com o João Baião a cantar e a dançar “Portugal em Festa” com meia dúzia de bailarinas semidespidas à volta dele, de rabo a dar a dar. O homem parece uma cotovia a ter um ataque epilético. Alguém que o tire daquele sofrimento!!

Assistir à televisão generalista ao domingo à tarde é, então, como comer bolachas maria. Ninguém gosta muito daquilo, o que apetecia mesmo eram bolachas recheadas de chocolate, mas uma pessoa come-as na mesma, porque não tem mais nada. E o pior é que, de tanto as comer, as nossas mães (e as estações televisivas) pensam que gostamos realmente daquilo e já não compram mais bolachas de chocolate – que são mais caras. E assim ficamos reduzidos às mesmas bolachas secas e desenxabidas que, de snack de último recurso, são promovidas a pitéu dos deuses.

Um desconsolo. 

Catarina Vilas Boas
Com tecnologia do Blogger.