Acho que não deve haver ninguém que ouça esta música sem pensar num desses amores que teve. Aquele que marcou, que feriu, que calejou para a vida. Que correu mal! Porque se tivesse corrido bem, não tinha terminado. Toda a gente tem um (ou mais) desses.

Só se consegue apreciar esta música quando as feridas sararam, quando o desgosto está esquecido. Já não dá nó na garganta, já não dá rancor, já não dá amargura, já não dá dor. Essa altura é, para mim, uma das mais bonitas fases do amor. É a fase em que aceitamos a perda e deixamos de edificar aquele laço, desfeito por qualquer razão, na tortura do trauma que deixou atrás de si. Ficam só as coisas boas, a união cósmica que proporcionou, os momentos que relembramos com um sorriso incontrolado, a pessoa que nos partiu em mil pedaços mas que, antes de tudo, nos fez sentir inteiros.

Porque o amor é uma cena filha da p*ta, mas é tão belo ao mesmo tempo. De uma beleza tão grande que, nem eu nem ninguém, a consegue transcrever em palavras.

Catarina Vilas Boas
Aquele momento em que passas por um gajo na rua e te chega às narinas um cheiro a erva capaz de atordoar um búfalo adulto.

Fecho hermético, meus amigos! A solução são sacos com fecho hermético. 

Catarina Vilas Boas

Sempre que vejo aquela publicidade do Continente, da Feira do Bebé, lembro-me das minhas tias. Eu apanhei a nova fornada de rebentos com mais ou menos 12 anos de idade e aquilo era todo um mundo de estranhezas e cenas novas que me emocionavam diariamente.

Na publicidade da Feira do Bebé, um pai chega a casa com montes de compras, a mãe surge com o bebé ao colo, pega numa caixa de cotonetes normais e abana a cabeça como quem diz "Otário! Não sabes fazer nada de jeito, seu imprestável". 

E é isto que me faz lembrar as minhas tias! Não propriamente a sua relação conjugal, que isso não me diz respeito e entre marido e mulher ninguém mete a colher! Mas porque de entre a parafernália que elas adquiriam para tratar das crianças (que até pensos de colar nas orelhas para que elas não crescessem eu vi!) o que mais me fascinava eram os cotonetes para crianças.

Os cotonetes para crianças são especiais! No fundo são iguais aos outros mas têm formato de teta, o que acaba por ser bastante apropriado. Diz que aquilo é muito bom porque não existe a possibilidade de atingir a área mais profunda do ouvido do bebé, mas eu acho que com um bocadinho de jeito os outros cotonetes também serviam...

Paneleirices!

Catarina Vilas Boas

O Catarinalismo já tem facebook! Para estares a par de tudoooo o que por aqui se passa, mas desta feita no conforto da tua rede social de eleição. Se gostas então "gosta" aqui, ou ali em baixo, na barra lateral do blog, que sempre é mais prático.  Se não gostas podes sempre ler uns postzitos sobre o que eu acho disso, aqui no blog ;)

Toca a partilhar com os amigos e amigas, namorados e namoradas, ficantes e família. E porque não com os inimigos também? E as pessoas que não gostam mas que até não desgostam? Em tempo de guerra vale tudo, meus caros! O que é preciso é não ter medo!!

Catarina Vilas Boas   
Que sem medo votaram numa esquerda de direito, na mudança, que tomaram as rédeas do seu destino, surdos ao preconceito, às pressões e às ameaças da comunidade europeia. 

São heróis! São Gregos com "G" grande, porque merecem. Nós não. Nós somos portugueses, de letra minúscula. Minúscula como a mentalidade, como as atitudes, como a revolta e a inteligência, como o sentido cívico e a responsabilidade eleitoral. Somos minúsculos nos comentários do nosso Primeiro Ministro que diz que aquilo "É um conto de crianças, não existe". Somos minúsculos no jornalismo da nossa televisão pública que se atreve a erguer a voz para chamar paralítico em busca de um subsidiozinho, a um povo que correu atrás da liberdade que perdeu juntamente com o dinheiro e a qualidade de vida.

Nós, os portugueses, com minúscula, de grande temos o futebol, que enche tascos. Temos os descobrimentos que já lá vão. Mas grande mesmo é a burrice inerente a este povo jornaleiro que se queixa em cafés, a meio dos tremoços e de cigarros, que ergue a voz em devaneios peregrinos e que cerra os punhos em representação a partidos que não os representam, cujos princípios ideológicos desconhecem, cujas medidas empobrecem este pedaço de terra à beira mar plantado, cada vez mais parco em recursos e em seres humanos de valores. As pessoas passam fome, trabalham uma vida inteira sem usufruir da reforma para a qual descontaram todos os meses de trabalho, pagam impostos, estão dias a fio em hospitais, de pulseira amarela no pulso, e morrem nas salas de espera. São tratadas como encomendas. Pacotes. Mercadoria. Números. Vivem na pobreza extrema ou na pobrezazinha - que é ainda pior, pois é de espírito e não de classe social. 

Grande mesmo é o buraco onde os políticos deste país, juntamente com a Merkel, a Troika e o FMI inserem o seu orgão masculino para nos darem um andar novo, sem dó nem piedade. Que é só para não escrever "foder", já escrevendo. E quanto mais te baixas mais te veem o cu e os portugueses estão de cócoras há muitos anos, concentrados no seu umbigo, enfeitiçados pelos pés preguiçosos que não andam para a frente, independentemente dos pontapés que lhes dão nas costas, a ver se eles rebolam ribanceira abaixo. 

Vivemos todos sob as mesmas condições ou sou só eu que me apercebo das dificuldades? Estarei eu a pintar uma imagem negra que não o é? É mentira o que eu digo? É mentira o que escrevo, com a fúria nos dedos e o coração na garganta por não saber o dia de amanhã, nem o meu nem o dos meus? 

E continuam a votar nos mesmos. Continuam a dar-lhes a sua validação. E eles, confiantes do alto do seu poleiro, de bolsos cheios e mesas guarnecidas, perdem o respeito por todos nós. 

Pior! Perdem-nos o medo.

Catarina Vilas Boas

Sou sagitário e lembro-me de, certo dia, ter lido que o meu signo, metade cavalo, metade arqueiro, gosta mesmo é de atirar a sua flecha para um alvo muito distante e depois galopar atrás para a recuperar. Acho que essa foi uma das coisas mais acertadas que já li em relação a mim. 

Eu gosto de desafios, gosto de obstáculos, gosto das distrações que me aparecem pelo caminho enquanto busco o inatingível. Eu gosto do inalcançável, do thrill of the chase, da caçada e da perseguição. Quando tudo termina, quando já tenho o que queria, dou por mim a não querer mais. É altura de recuperar a flecha e lançá-la para mais longe.

A pacatez ensona-me. O quotidiano adormece-me. A estabilidade não se edifica na minha vida. Nunca a tive e, apesar de às vezes a desejar, creio que se a tivesse não saberia conviver com ela. Eu divirto-me na confusão e na liberdade. O resto são alicerces que eu vejo como amarras e que não almejo nem nos meus dias mais amargos.

Faz-me lembrar esta música da La Roux.


Boa Noite!
Catarina Vilas Boas
Comer a pata do frango. Com as mãos. Sou uma javarda.

Catarina Vilas Boas


Vieste do Fim do Mundo - Gisela João

Vieste do fim do mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz

Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste-me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua

Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio que agora é teu.


Esta mulher tem muito valor! Dá-lhe Gisela!
Catarina Vilas Boas


E fiquei possessa quando, hoje à noite no Theatro Circo, isto começa a tocar e ninguém se digna a levantar o rabo da cadeira. Nem sequer na altura do boom, aos 2:05!! Porquê? Mas porquê?

Ouçam e digam-me se conseguem perceber uma blasfémia dessas...


Catarina Vilas Boas
Canção de Brazaville - António Zambujo 


Para variar, muito forte a nível de música. 
E este sonzinho da guitarra portuguesa a embalar o caminho. Tch de medo!

Catarina Vilas Boas
As minhas encomendas do ebay continuam a chegar e ainda não tive nenhum desgosto. Até hoje têm cabido na caixa de correio e, quando não cabem, tenho estado em casa para receber a encomenda, o que é uma sorte probabilística muito interessante. Ontem tocaram à campainha e eu fui espreitar à janela a ver se não eram as testemunhas de Jeová que por ali andam, de casa em casa como ratos decrépitos (parecem todos feitos de plástico, credo!! Devem escolher os mais estranhos para percorrer a minha zona...). Era o carteiro. Apanhei-o muito compenetrado a olhar para o envelope. As encomendas têm todas símbolos chineses e japoneses e o homem, por esta altura, já se deve ter questionado se eu ando a vender órgãos no mercado negro e aquilo são pagamentos por serviços prestados. 

Eu gosto muito do meu carteiro!! Ele quase nunca me vê e nas poucas vezes que vê, eu estou sempre estremunhada, com cara de sono e ressacada, de pijama e com os primeiros sapatos que encontrar. Isto sem contar as vezes que lhe abro a porta descalça, em meias ou em pantufas. E nunca ele olhou para mim com aquela cara de reprovador que a maior parte dos "adultos" me lança! É um fofo! 

Fossem todos os carteiros como o meu.
Catarina Vilas Boas

Eu não sei se vocês se lembram de quando este menino começou a aparecer. Nossa! Que ele era tão parolinho. Ninguém dava dois tostões por ele. Embora fosse, já na altura, um actor com muito potencial, ninguém poderia adivinhar que ele se viesse a tornar muito bom, tanto a nível profissional como a nível físico.


Porque o Jake Gyllenhaal está muito muito bom a nível físico!! Ele faz-me lembrar aquela peça de roupa que uma pessoa compra sem ter bem a certeza do que está a fazer, passa anos e anos sem a vestir porque não gosta de se ver com ela e, passado uns tempos, ora porque voltou a ser moda, ora porque emagreceu e não tinha mais que vestir, ora porque a roupa estava toda na lavandaria, experimenta a dita peça e ADORA ver-se com ela. De roupa enrodilhada no fundo da gaveta, que uma pessoa conserva ainda assim (porque parece mal deitar fora uma peça que mal ou nunca se usou), passa a nº 1 na lista de amor dos outfits. É bonito! Isto da metamorfose da vida é realmente bonito...


Vi-o pela primeira vez em Donnie Drako, um filme que nunca me morou no coração. Já Zodiac, onde interpreta o papel de protagonista, é daqueles filmes que eu vejo e revejo sem nunca me fartar, não só pelo Jake mas também porque sou uma rendida ao Robert Downey Jr., cujo papel secundário está soberbo no thriller. E não esqueçamos Brokeback Mountain. Um filme que me chocou não pela relação homossexual retratada mas pela seca que aquele amor parecia ser. Um filme chato! Porém icónico. A partir daí foi um soma e segue de comédias românticas, filmes de acção e o belo do Prince of Persia: The Sands of Time que, ainda hoje, não percebo como não teve direito a sequela. 


Catarina Vilas Boas




Money On My Mind - Sam Smith

I don't have 
Money on my mind
Money on my mind
I do it for the love
I do it for the love



Catarina Vilas Boas

Eu sou mais fraca quando tento dormir sem sono. Quando tento dormir sem sono toda a mais pequena dúvida me atinge como um tsunami, um chorrilho de palavras disparadas e memórias apagadas que me abalam os alicerces. Fazem-me tremer em agonia cerebral, sufocam-me em ondas de saudade e de desgosto. A minha cama tem o poder de me despir. O travesseiro tira-me as máscaras, os cobertores derrubam-me as muralhas e a insónia confronta-me com a vida. A minha. A que levo, a que levei e a que quero levar. São diferentes, apesar de serem a mesma. Quantas vezes me viu nua a minha cama! Mais vezes do que qualquer homem, mais vezes do que o meu pai e a minha mãe que me deram banho, me mudaram a fralda e me vestiram incontáveis vezes. Porque a solidão da noite despe-me alma, não o corpo. E o espectáculo é tão deprimente, tão monstruosamente feio, que eu acho que se alguém me visse assim ficaria cego de nojo.

Não sei quem disse que "não matam mas aleijam". Não sei quem disse mas é verdade. E só nessas noites de cansaço mal concretizado é que me apercebo das feridas que carrego em mim. Que as tinha eu já sabia, ninguém é de ferro. Mas julgava-as cicatrizadas ou, pelo menos, não tão profundas. São horas depressivas e de extrema fragilidade, essas em que tento adormecer sem sono. São horas que parecem um sem fim. 

Mas elas findam. Que seria de mim se assim não fosse? De manhã chega o dia, tão rápido como a noite chegou. Inebriadas pelas poucas horas de sono mal dormido, as camadas pútridas do meu eu mais profundo voltam a esconder-se sob a persona que eu construí ao longo dos anos e que me aquece as voltas. Ninguém é tão feliz como eu, ninguém é tão forte como eu, ninguém é tão confiante e extrovertido como eu, ninguém é tão irreverente como eu, ninguém tem a minha inabalável auto-estima. Ninguém! Nem eu...

Catarina Vilas Boas 
Eu sou tão cabra, tão cabra, tão cabra que acho que, numa outra vida, devo ter sido homem. E era um homem tão cabrão, tão cabrão, tão cabrão que Deus, para me castigar, decidiu fazer-me nascer mulher nesta reencarnação, para que eu sofresse na pele as dores e os castigos que infligi, enquanto homem, nas mulheres com quem travei conhecimento nessa outra vida.

A ingenuidade de Deus chega a comover-me. Sabe nada inocente!! Não ter pila não é um castigo mas sim uma bênção. Sem pila consigo melindrar mulheres e homens como, de certeza, não terei melindrado noutra vida. Quando tinha pila, os homens deviam levar-me a sério, fosse como uma ameaça ou como outro igual a eles. Mas sem pila e com mamas?! Os homens olham para mim como se eu fosse inferior a eles, um pedaço de carne, apetecível ou não, subestimando as minhas capacidades masculinas de ser filha da puta. E fica tão fácil sê-la! Porque os homens são burros. E pensam com a cabeça de baixo em vez de pensarem com a de cima.

Para além disso tudo, os homens são muito fáceis de quebrar. Sentem-se afectados e ofendidos pela mais pequena sátira e pensam nisso todos os dias, como se lhes estivesse um espinho cravado bem fundo no corpo. Os homens são seres mentalmente transtornados pelas adversidades da vida. Deixam-se abalar por qualquer coisinha e aí é vê-los a correr para debaixo das saias das mães. Ai que me dói um dente, ai que estou constipado, ai que ela partiu-me o coração! E as mãezinhas lá lhes dizem que eles hão-de arranjar melhor, põem-lhes a mão na testa para lhes medir a febre, fazem-lhes canja de galinha e vão com eles ao hospital porque burros velhos de 20 e tal anos não podem sentar o rabo numa sala de espera ou num consultório sem que alguém lhes dê a mão. A sorte dos homens é a sensibilidade feminina! Estão habituados a ela! E depois apareço eu, que fui homem noutra vida e não tenho sensibilidade nenhuma. E cada vez que vejo uma aberta na fraqueza dos seus tratos, acabo por os escangalhar em migalhas, entre os dedos, como se eles fossem um bolo de arroz. E sem grande esforço!

Agradeço todos os dias a Deus por me ter tirado a pila.

P.S.: Isto vale somente para homens que não são meus amigos. Os meus amigos não são homens! São gajas, como eu.


Catarina Vilas Boas

O meu pai nunca liga o rádio e, sendo eu uma passageira frequente do seu veículo, são da praxe as vezes que eu coloco os phones nos ouvidos e usufruo da extensa seleção de música guardada no smartphone. Estes dias, não sei como, eu não tinha os phones nos ouvidos nem ele tinha o rádio desligado. Não sei qual era a estação, mas estava a passar uma música cujo refrão dizia "tenho um andar novo, tenho um andar novo". 

Tudo isto para dizer que, hoje, eu compreendo essas palavras. Uma breve pesquisa no google deu-me a saber que o single é da Rosinha e interrogo-me se ela andou a levar no pandeiro ou se, como eu, anda a fazer o Bikini Body Guide da Kayla Itsines. 

Depois de um mês sem fazer rigorosamente a ponta de um corno, lá voltei ao programa da Kayla. Tinha interrompido a coisa durante o mês de dezembro, por questões que agora não vêm ao caso, e tinha-me esquecido de como a banda marcava o passo. Comecei com treino de pernas e cardio na segunda-feira e, apesar das dores musculares no dia seguinte, atrevi-me a um treino de cycling HITT. 

O treino de HITT não tem nada que saber. É um treino de alta intensidade, com a promessa de queimar mais calorias e gorduras não só enquanto o faço mas durante as 10 horas seguintes. Eu faço o treino numa bicicleta estática em tempos de 30:30, ou seja, 30 segundos de pedalada ao máximo, 30 segundos de pedalada leve, and so on and so on, até perfazer 20 minutos. 

Já o treino de pernas da Kayla são dois circuitos de vários exercícios que devem ser repetidos o máximo de vezes possíveis em 7 minutos. 7 minutos o primeiro circuito mais 7 minutos o segundo, 7 minutos de volta ao primeiro e 7 minutos de volta ao segundo. No final teremos repetido os circuitos pelo menos 2 vezes, perfazendo 28 minutos de exercícios. Na primeira semana, o treino de pernas e cardio da Kayla corresponde ao seguinte:

  • 15 jump squats
  • 15 squats
  • 24 walking lunges (12 para cada perna)
  • 24 knees ups (12 por perna)
  • 16 x jumps (8 por cada perna)
  • 10 burpees
  • 24 weighted step ups (12 por perna)
  • 15 medicine ball squat & press
Hoje é quarta e, como a Rosinha, também eu tenho um andar novo. O pior de tudo? É dia de arms and abs e é certinho que amanhã tenho estes braços como um cristo.


Catarina Vilas Boas
A semana passada o New York Times publicou um artigo na sua coluna sobre o amor intitulado "To Fall In Love With Anyone, Do This." Em português a coisa fica mais ou menos isto - “Para se apaixonar por qualquer pessoa, faça isto”. Antes de mais, devo dizer, que não compreendo porque é que alguém ia querer apaixonar-se instantaneamente por qualquer pessoa. O amor é uma merda. As pessoas ou se apaixonam e são correspondidas ou não são e em qualquer uma das hipóteses acabam a fazer figuras de urso que cicatrizam mentalmente todos aqueles que as rodeiam e têm de presenciar a estupidez inerente ao amor. Mas, no caso de haver alguém por essa blogosfera afora a quem este artigo interesse, eu passo a explica-lo.

Há cerca de 20 anos atrás, um psicólogo de nome Arthur Aron reuniu uma lista de 36 perguntas que, segundo ele, são tão profundas que levam qualquer pessoa a apaixonar-se. O Arthur levou o seu estudo tão a sério que fez mesmo com que vários indivíduos do sexo feminino e masculino se dirigissem ao seu laboratório, entrassem por portas diferentes e se sentassem a uma mesa, onde fariam e responderiam às tais “perguntas profundas”. No final, o casalinho tinha que olhar para as profundezas orbitais um do outro, que é como quem diz olhos nos olhos, durante 4 minutos. Diz que seis meses depois, dois dos participantes se casaram.

Eu achei as perguntas muito estúpidas! Mas fiz questão de as traduzir para quem quisesse pôr a coisa em prática. Ei-las:
  1. Se pudesses escolher qualquer pessoa no mundo, quem convidarias para jantar contigo?
  2. Gostavas de ser famoso? Em que sentido?
  3. Antes de fazer uma chamada, ensaias o que vais dizer? Porquê?
  4. O que consideras ser um dia perfeito?
  5. Quando foi a última vez que cantaste sozinho? E para outra pessoa??
  6. Se pudesses viver até aos 90 anos de idade e ficar ou com a mente ou com o corpo de 30 anos, durante os últimos 60 da tua vida, o que é que escolherias?
  7. Tens um palpite secreto de como irás morrer?
  8. Diz 3 coisas que eu e tu parecemos ter em comum.
  9. Na tua vida, o que é que te faz sentir mais agradecido?
  10. Se pudesses mudar qualquer coisa na maneira como foste criado, o que seria?
  11. Em 4 minutos diz-me a tua história de vida da forma mais detalhada possível.
  12. Se pudesses acordar amanhã com uma qualidade/habilidade nova, qual seria?
  13. Se uma bola de cristal te pudesse dizer a verdade sobre ti, a tua vida, o futuro ou outra coisa qualquer, o que quererias saber?
  14. Existe algo que sonhas fazer há já muito tempo? Porque não fizeste ainda?
  15. Qual o maior feito da tua vida?
  16. O que valorizas mais numa amizade?
  17. Qual a tua memória mais preciosa?
  18. Qual a tua memória mais terrível?
  19. Se soubesses que irias morrer daqui a um ano mudarias alguma coisa na maneira como vives a tua vida? Porquê?
  20. O que é a amizade, para ti?
  21. Que papéis é que o amor e a afeição têm na tua vida?
  22. Partilha uma característica positiva que aches que eu tenho. Vamos fazê-lo à vez até cada um de nós ter nomeado 5 características.
  23. O quão junta e acolhedora é a tua família? Sentes que a tua infância foi mais feliz que a das outras pessoas?
  24. Como te sentes acerca da relação que tens com a tua mãe?
  25. Faz 3 declarações que envolvam a palavra “nós”. Por exemplo “Nós estamos nesta sala e sentimo-nos…”
  26. Completa esta frase “Eu gostava de ter alguém com quem pudesse partilhar…”
  27. Se vamos ser amigos próximos, partilha uma coisa importante que eu devo saber.
  28. Diz-me o que gostas em mim. Sê honesto. Diz coisas que normalmente não dirias a alguém que acabaste de conhecer.
  29. Partilha comigo um momento embaraçoso da tua vida.
  30. Qual foi a última vez que choraste em frente a outra pessoa? E sozinho?
  31. Diz-me uma coisa que já gostas em mim.
  32. Há coisas com as quais não se deve brincar? O quê?
  33. Se fosses morrer esta noite sem a oportunidade de comunicar com ninguém, o que te arrependerias mais de não ter dito? E porque é que não o disseste?
  34. A tua casa ardia com tudo aquilo que possuis. Depois de salvares as pessoas que vivem contigo e os animais de estimação podias recuperar mais uma coisa. O que seria? Porquê? 
  35. De todos os teus familiares, qual a morte que te perturbaria mais? Porquê?
  36. Partilha um problema pessoal e pergunta-me como é que eu lidaria com a situação. Eu terei também que te dizer como acho que te sentes acerca desse problema. 

E pronto, é só amarrar em alguém, fazer-lhe as perguntas, deixar que ele ou ela as façam também, olhar-lhes 4 minutos nos olhos et voilá, estais apaixonados, meus filhos! Nem precisais de agradecer!! Palavras leva-as o vento...Convidem-me antes para as bodas! Que eu sou uma mulher que adora champanhe e marisco.

Catarina Vilas Boas
Os gajos que fiquem com a De Luca. Eu, pessoalmente, não lhe acho piada nenhuma. Para além de ser uma dj a roçar o medíocre, não é bonita e não percebo a necessidade que a moça tem de mostrar as mamas cada vez que põe som. Mas pronto isto também sou só eu, que sei dos malefícios que andar com o peito ao léu podem trazer à saúde. Os gajos que fiquem com a De Luca... Nós ficamos com o KURA!!

A música não é a melhor, tá certo... Mas deus não dá com as duas mãos e com uma carinha e um corpito daqueles, quem é que quer saber da música anyway?!


Digam-me lá se ele não tem ar de quem KURA todos os males...

Catarina Vilas Boas


Mulheres.

As mulheres não me curtem! Aliás, fosse só não curtir... Eu também não curto mulheres! Mas enquanto eu não as curto, elas odeiam-me!! De morte. E o pior de tudo é que são amigas umas das outras de modo que, volta e meia, tenho pesadelos delas todas em vestidos brancos, sentadas com as pernas à chinês, em volta de uma vela do tamanho de um garrafão, a cortar as mãos numa oferenda de sangue ao Diabo para que eu me estatele no chão vítima de um ataque cardíaco fulminante. Ou então na praia, com as mamas mirradas pelo frio, quase ao léu, a dançar como frangos sem cabeça, enquanto cantam e pedem à Deusa Tétis que me afogue em granizo quando eu puser o pé fora de casa. 

Eu só peço a deus que elas não subam na vida! É que enquanto elas não tiverem poder tass bem, o pior é que eu vejo-as a todas a escalar na hierarquia dos tachos e a minha vida não está para correr esses riscos. Deixem-me só acabar o Mestrado que eu juro que me mando daqui para fora. Depois já podem fazer as macumbas todas que quiserem e lançar maus olhados e mal de inveja!! Fora de Portugal, sinto-me segura, O ressabiamento dessas bruxas de cabidelo, sem eira nem beira, não tem tanto poder assim que consiga transpor fronteiras! Ou terá?

Catarina Vilas Boas


(e de uma conversa interessante)

Catarina Vilas Boas
E me chama "trenga" ou "tótó" ou coisas acabadas em "inha".


Catarina Vilas Boas
E de repente a magia acontece! 


Happy Idiot - TV On The Radio 

What you don't know won't hurt you, yeah
Ignorance is bliss
I'm a happy idiot
Waving at cars.
I'm gonna bang my head to the wall
Till I feel like nothing at all
I'm a happy idiot
To keep my mind of you.

Catarina Vilas Boas
Com boa música, boa vibe e muita sala! Celebrate!


Celebrate - Farmdale

I just wanna dance all over the world
All I wanna do, all I wanna do
is celebrate
Party with my friend or all by myself.
All I wanna do, all I wanna do
is celebrate

Catarina Vilas Boas
Não sou de adoecer. Nos 4 anos de primária nunca dei um dia de baixa, nunca ganhei febre sequer. Isto em 4 anos de criança. Toda  agente ficava doente, toda a gente faltava à escola menos eu. O que era frustrante, principalmente porque eu era uma pisca de pele e osso que tinha ar de mal me aguentar em pé no meio de um vendaval. Mas aguentava, rija como o aço. Depois da primária veio o ciclo. Também nunca faltei no ciclo. Nunca estive doente. Nem sequer uma gripezinha. Deu-me uma altura uma crise de vesícula e tive que ir da escola directa para o hospital, mas foi no fim das aulas, o que não conta. No liceu a história foi outra. Mas também nunca faltei por estar doente. Todos os anos ganhava uma constipaçãozta, uns pingos no nariz, um cieiro nos lábios e passava assim uns dias por Inverno tenebroso. Somente isso.

Mas estes últimos 3 dias foram o terror. Acho que nunca estive tão mal na minha vida. Doía-me o corpo, a cabeça, o estômago, os pulmões. Não tinha forças para sair da cama e quando tinha que sair davam-me umas tonturas tão grandes que cheguei a bater contra paredes e portas tamanha era a minha desorientação. Tomava xarope e vomitava. Tive febre. Calafrios. Falta de apetite. EU! COM FALTA DE APETITE! É para verem como a coisa foi grave. O pior mesmo era a tosse. E as dores abdominais com que fiquei e que tornavam cada ataque uma tortura, não só para os pulmões como para a minha pobre barriga. Passei momentos infernais. Chorei! Chorei tamanho era o meu desespero! E eu dizer uma coisas dessas não é dizer pouco, uma vez que tenho uma tolerância à dor bastante elevada.


Hoje estou melhor, A prova disso é que consigo escrever meia dúzia de linhas sem projectar um pedaço de pulmão a cada expiração. Fiz 30 minutinhos de cardio a ver se matava o bicho (e a ver se recomeço a minha vida fit, que desde Dezembro que não me mexia) e amanhã vou cobrir 3 eventos para a Gazeta.


Hoje chegou também a minha primeira encomenda do ebay. E não é que foram mesmo as argolas de que falava aqui?! E eu ADORO-AS! Não são, de longe, tão grandes como eu estava à espera e fazem-me sentir uma gangsta sem medo!!


Catarina Vilas Boas


Catarina Vilas Boas

Muito bom.


Catarina Vilas Boas


As saudades que eu tenho de nadar! Mergulhar no rio, na lagoa, na piscina, no mar. Sentir o meu corpo submerso, a leveza da água, a privação do oxigénio em prol de alguns segundos de paz aquática. Sentir as ondas a elevarem-me o corpo. As pedras e a areia debaixo dos meus pés. O cheiro a cloro na toalha. As rochas que me faziam escorregar. Secar ao sol! Sentir as gotas que se formam nos contornos do meu corpo evaporarem-se. O cabelo livre e indomável a torrar. 


É disso que eu sinto mais falta. Dispenso bem os calções, as t-shirts, as cores néon da moda, os gelados e as frutas frescas, os batidos, as limonadas a meio da tarde e os livros de corpo deitado na rede, com o vento quente a fustigar-me a alma. Gosto. Mas dispensava tudo isso se ao menos pudesse mergulhar e secar ao sol, como se fosse verão. É um prazer recém-descoberto que, só agora me apercebo, me faz muita falta.

Catarina Vilas Boas


Aqui há tempos, li num livro sobre linguagem corporal que as pessoas entreabrem os lábios quando vêem alguém que acham atraente. Desde então, no Inverno, interrogo-me sempre se as pessoas de boca aberta por quem passo me acham "xira" ou se, simplesmente, têm o nariz entupido.

Catarina Vilas Boas
...que os 13 minutos da vossa vida que perderão a ver isto não serão em vão.


E, afinal, o que vos define?

Catarina Vilas Boas
Que é que acontece aos momentos que esqueci? Morrem? Não chegaram a existir? Deixam de fazer parte de mim? Da minha história? Deixam de ser meus? Ou nunca fizeram, nunca foram, e por isso os esqueci? E se não me lembro mais deles, quer dizer que não fazem parte da minha vida? 

Foram outrora tão importantes e agora não lhes sei os contornos. Se calhar não tiveram tanta importância assim, por isso os esqueci. Ou será que fiz de propósito para esquecer? Momentos sem saudade fogem da memória. Sem a lembrança, deixam de ser momentos que vivi intensamente para passarem a ser nada. Porque, para todos os efeitos, se eu não os lembro, eles não existem. Acho que acontece o mesmo com as pessoas.

Catarina Vilas Boas

Era ver-me a sorrir como uma retardada e de lágrima no olho. Estou a perder frieza!

Catarina Vilas Boas
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