Não por ordem cronológica ou de importância. Simplesmente pela ordem com que foram aparecendo e eu as encontrando e identificando com vivências do ano que hoje termina. Não foi perfeito. Mas nada é. 2015 não foi perfeito mas foi muito bom. Mais generoso do que eu merecia!! Recheado de conquistas, pessoas, momentos únicos e coisas boas. Se 2016 for metade do que 2015 foi, continuarei a ser uma mulher feliz.



Ficaram algumas coisas por fazer... Mas amanhã, pelo menos, é outro dia. Para 2016:

Terminar a minha tese.
Tratar das minhas costas.
Fazer jornalismo. Mais e melhor.
Viajar.
Conhecer pessoas novas.
Conseguir perdoar, senão toda a gente, pelo menos uma pessoa, não interessa qual.
Gritar menos, ser mais compreensiva, ter mais paciência e perder menos vezes a cabeça.
Perder 5kg (de gordura)
Comprar menos mas melhor.
Ver o meu Porto campeão.
Fazer finalmente a tatuagem que ando a planear há muito.
Escrever mais. Só pelo prazer de. Ler mais também. Ultimamente não ando a ler nada...
E, principalmente, permanecer indomável nesta sociedade enjaulada. 

Num último apontamento de 2015:



Um Bom Ano.
Catarina Vilas Boas 
O Netflix é, oficialmente, a pior coisa que podia "acontecer" a uma gaja como eu. Eu já tinha tido um cheirinho da modalidade "todos os episódios de uma vez" com Hemlock Grove, que foi a primeira série original da plataforma, mas ultimamente tem sido uma perdição. Aliás, para qualquer fã de séries (e eu sou. muito) o Netflix é um pesadelo. Estão a ver aquele anúncio que o Markl fez para a Vodafone em que ele encomenda as pizzas e vê temporada atrás de temporada sem parar? Eu sou igual. Mas sem as pizzas porque ando a tentar perder uns quilitos a mais.

A última temporada de Hemlock Grove chegou, então, aí há coisa de um mês e eu vi os 10 episódios (de 60 minutos cada) quase de seguida (e detestei o final). Dormir é para meninos!

Agora descobri Jessica Jones, à qual também achei uma certa piada, muito embora ainda só vá no primeiro episódio. Mas o grande desejo na minha "to watch list" é Narcos. Primeiro porque adoro o Wagner Moura. E segundo porque estamos a falar do Pablo Escobar, que é só o drug lord colombiano mais famoso do mundo. E toda eu uma apaixonadíssima por séries badass com atores de topo. Ter vida social também é para meninos, certo??

Dentro do género "pesadas e boas", aconselho ainda Legends (com o Sean Bean), The Knick (com o Clive Owen), Ray Donovan (com o Liev Schreiber), House of Cards (com o Kevin Spacey) e - muito embora estas duas tenham terminado não podia deixar de as mencionar - The Following (com o Kevin Bacon e James Purefoy) e The Sopranos (com o insubstituível James Gandolfini).

Para aqueles que não aderiram ao Netflix e costumam ver séries online (espero bem não ser presa por causa disto) deixo aqui um link que permite ver de tudo o que há por aí e em qualquer aparelho, imediatamente após a estreia nos States. Em inglês e sem legendas.

Ao clicarem no episódio que pretendem ver, não liguem ao primeiro player que vos aparece porque não vão conseguir ver nada e serão constantemente reencaminhados para múltiplas publicidades. Atentem, em cima desse player, nas palavras "Watch it here", convenientemente escritas a amarelo, e carreguem no título da respectiva série logo ao lado. Agora sim, podem ver o que querem: aqui.

E já que estamos numa de séries, quais são as vossas favoritas de agora e de sempre? Aposto que já vi ;)

Catarina Vilas Boas


Sou uma sucker pelo eBay. Em grande parte porque sou uma tesa e no eBay se encontram grandes produtos a preços irrisórios... Mas também porque é um mercado de itens diferentes, invulgares, para todas as carteiras.

Esta é a minha wishlist de Natal. Tenho muitos mais itens debaixo de olho, mas esses vão ter de esperar. Essa é também a beleza do eBay: nada esgota!!


Tinha prometido a mim mesma que não voltava a comprar roupa no eBay, depois de uma primeira vez em que o balanço foi assim um bocado (muito) negativo. Mas, de fita métrica em riste, talvez me atreva a tentar novamente. Não está nada decidido ainda. Mas também ainda falta muito para o Natal!!

Os restantes itens são seguros. Acessórios e calçado não têm muito que enganar, especialmente se fizerem uma pesquisa exaustiva em busca de fotos originais, preços mais baixos e vendedores com mais estrelas. 

Quanto aos óculos, não há muito a dizer. São o meu calcanhar de Aquiles. Já tenho uma colecção considerável, e digo sempre que não vou comprar mais. Mas não consigo!! Não é para menos... Opto sempre pelos mais inusitados, porque vejo-os como uma peça statement que dá vida a qualquer look mais desenxabido. E, claro, pelos mais acessíveis. Isso para mim é mandatório, até para compensar a espera que é (e será sempre) longa, correndo inclusive o risco de nunca se concretizar na caixa de correio.

Nesses casos nada temam porque mesmo que o vendedor se recuse a devolver o vosso dinheiro, o eBay tem uma política de reembolso garantido quando o item não chega às vossas casas, ou chega danificado, ou é diferente do publicitado na fotografia ou descrição.

Qualquer dúvida sobre preços ou links não hesitem em pedir nos comentários ;)

Catarina Vilas Boas

Aqui há uns tempos valentes, comecei a dar-me muito bem com um amigo cuja ex-namorada (soube agora) dizia que darmo-nos bem era impossível porque a roupa que eu vestia não fazia o género dele. 

Sim, ela disse mesmo isso. Por essas palavras. Não é uma metáfora. Pelo menos não a parte da roupa...

Perante isto eu não sei se é o meu conhecimento da mente masculina que é muito alargado ou se é a gaja que é mesmo assim - limitada. De qualquer das maneiras eles entretanto reataram e nós continuamos a dar-nos bem (agora sem metáfora). E eu continuo a vestir o que sempre vesti.

Toda ela uma princesa dos subúrbios sem sal, com um guarda-roupa cheio de sabrinas, vestidos, padrões florais, beges e azuis marinhos, com o batom nude a acompanhar. Vermelho só em casamentos! Toda eu uma born rebel, com um guarda-roupa de chunky boots, calças de cinta subida, preto, amarelo e cabedal, com o batom vermelho sempre nos lábios. Roxo, azul e preto quando quero variar.

Toda ela valsa, de cabelo liso, camisa, casacos de malha e brincos de pérolas. Toda eu rock, de top sem costas, ombros rígidos, unhas bicudas e brincos maiores que a palma da minha mão.

Toda eu exagerada e sombria. Toda ela pacata e luminosa.

Mas a roupa, apesar de poder dizer muito sobre alguém, despe-se (e talvez fosse mesmo esse o medo dela). Eu amanhã posso-me levantar e passar a vestir-me como a Bree das "Donas de Casa Desesperadas" antes dela começar a dar no álcool!! Já pensar que os trapos que pomos no corpo são factor determinante numa relação entre duas pessoas é o sintoma de uma doença que, infelizmente, na idade dela, não tem cura. 

Chama-se estupidez.

E eu tenho pena, que ele é tão gato e bom mocinho! Não merecia tanta má sorte na vida. Espero que ela ao menos seja boa na cama... A Bree era!




Catarina Vilas Boas 

Catarina Vilas Boas
Se há uns anos as mulheres se escondiam envergonhadas do estereótipo de encalhadas, hoje abraçam firmes a certeza de que estão sozinhas por opção e de que não necessitam de ninguém (homem ou mulher) para se sentirem realizadas na vida.

Não sei se isto me agrada ou desagrada.

Agrada-me a ideia, mas desagrada-me que possa ser oca. Ou seja, agrada-me que as mulheres tenham  finalmente chegado a esse patamar de esclarecimento mas desagrada-me que algumas o possam estar a fingir puramente pelo showoff, mais uma vez por vergonha do esteriótipo de encalhadas. Elas é quotes no facebook e no instagram, partilhas de textos do tábonito.com (que ultimamente deu um descanso às relações e passou a dar destaque ao amor próprio), uma jorrada interminável e súbita de girl empowerment da qual eu desconfio. Mas eu também desconfio de tudo e de todos...

Ficou tudo muito mainstream de repente. Parece que está na moda estar solteira. E as coisas não podem ser assim, porque modas vão e vêm e a mulher que hoje defende o direito de se amar a si própria antes de amar quem quer que seja, amanhã entra num relacionamento onde se anula e sob a sombra do qual julga as mulheres que não têm ninguém a seu lado. "Não tem ninguém que lhe pegue", "É uma galdéria" ou então, para ele, "Amo-te tanto meu bijuzinho. Não sei que seria da minha vida sem ti. És só meu" (uma gaja só tem vontade de comentar por baixo "TUDO NOSSO!", mas controla-se porque a vida são dois dias e não vale a pena ser esfaqueada à pala de uma brincadeira).

Isto só acontece porque estamos a falar de mulheres. Isto com os homens é tudo muito diferente e bem mais adequado (para mim). Os homens solteiros e comprometidos agradam-me. Agradam-me porque não partilham quotes, ou textos no facebook e no instagram (pelo menos a maioria deles) quando estão solteiros. Simplesmente vivem a solteirice como ela deve ser vivida. São mais seguros quanto a isso. Mas eles também não têm a pairar sobre a cabeça o casper - fantasminha do "já está na altura de namorares". E não têm porque são homens!! E como diz o Bill, "it's a man's man's man's world".

Os comprometidos vão vivendo cada vez mais a relação com fotos fofinhas e hashtags. Mas ainda assim nada se compara aos perfis das namoradas. Novamente, há excepções, mas eu corto o meu testículo direito (para não usar a gíria e ferir susceptibilidades) no dia em que ouvir um homem dizer, sobre outro: "Ahh ninguém lhe pega", "Está encalhado". Já os ouvi dizer NA CARA que "está na altura de arranjares namorada" mas a frase tem uma conotação diferente quando dita no masculino. Não é tanto "tens que encontrar alguém para namorar" é mais "meu, tás a precisar de pinar".

Mas já chega de teorias que hoje é sexta-feira e ainda por cima 13, como eu gosto. A quem ainda não foi e pode ir, aconselho uma visitinha a Montalegre com direito a tudoooo. A quem já foi não preciso aconselhar porque sabe bem que nada bate as sextas-feiras 13 em Montalegre. São noites ensombradas do melhor que há. 

Para quem não pode, fica uma musiquinha de rock praxe para ouvirem a fazer o que (e com quem) bem entenderem, solteiros ou comprometidos. É à escolha do freguês.

Bom fim-de-semana!!



Catarina Vilas Boas 


Às vezes olho para os meus pedidos de amizade no facebook e para os amigos em comum (que ou são inexistentes ou são pessoas com quem eu nunca interagi na minha vida, quanto mais na rede social) e pergunto-me: "mas onde é que esta gente me vai buscar?"

E não consigo responder.

Catarina Vilas Boas 
Acho que aquela treta de que todas as pessoas que passaram na nossa vida trouxeram algo de bom é verdade. Há excepções, é certo. Mas também é certo que há pessoas que me passaram pelas mãos que, apesar de terem sido erros, apesar de terem sido desilusão, mágoa, rancor, etc etc, também foram momentos bons, também foram memórias que me aquecem a alma, também foram principalmente aprendizagem.

Essas coisas só sabe quem sente. Só nós, que lidámos com essas pessoas e com o que de mau elas disseminaram em nós, sabemos o bem que elas nos fizeram. Isto porque somos nós que sentimos e vivemos as duas metades da sua presença. Então ninguém, além de nós, vai perceber que mesmo que essa pessoa tenha sido uma pedra no caminho, um buraco no percurso, uma lasca no pé, foi também uma pausa para descanso merecido. Forçado, é certo. Doloroso, quiçá. Mas merecido. Frutuoso.

Eu tenho pessoas assim na minha vida. Ou tive. Tenho e tive. Tive porque já não as tenho (eliminei-as). E tenho porque me deixei ficar com a metade boa delas. São pessoas que me ensinaram alguma coisa mas, mais do que isso, são pessoas que ainda assim me fazem sorrir, quando relembro um excerto do que com elas vivi.

Uma frase mais cómica, mais doce, mais inusitada. Uma aventura regada a álcool ou a sono. Ou às duas coisas!! Um gesto despretensioso de carinho, de amizade, de companheirismo. Um pedaço de sabedoria surpreendente. Tudo isso e muito mais ficará comigo enquanto a memória me valer.

Por isso é importante agradecer. Mais do que isso, perder algum tempo a olhar para essas pessoas, à distância física e do tempo - o necessário para fazer o luto da sua perda, perdoar tudo o que de negativo deixaram - , e perceber que ninguém é totalmente mau, assim como ninguém é totalmente bom. As pessoas, assim como as marcas que elas nos deixam, não são feitas a preto e branco. Chegar a essa conclusão é sinónimo de amadurecimento emocional. É a prova viva de que nenhuma verdade é irrefutável e que nunca somos velhos demais para nos mutarmos de dentro para fora.

A partir daí, tudo será diferente.

Catarina Vilas Boas



Ontem sonhei que estava numa sala de aula e que tinha sido picada por uma abelha. As picadas tinham deixado um rasto de pequenos talos do tamanho de ervilhas e eu estava marcada pelo corpo todo. Com uma pantufa, tentei, em vão, esmagar a abelha (que era ENORME, tinha uma coroa, uma cabeça do tamanho do meu punho, sem olhos nem boca, e corninhos de caracol). Perante o meu insucesso e o facto da abelha se ter virado na minha direcção, fugi dali para fora. A porta da sala tinha um rectângulo de vidro vertical e a abelha espreitou pelo rectângulo (com aquela cabeça do tamanho do meu punho, sem olhos nem boca e com corninhos de caracol) e disse-me em terror "NÃO! NÃO ABRAS NENHUM DESSES TALOS! Podem estar lá ovos..."

E pronto, nessa altura acordei em suores frios.

Factores racionais deste sonho:
1 - Eu sou alérgica a picadas de insectos, de modo que fico realmente com talos na pele sempre que sou mordida, apesar de não se parecerem com ervilhas.
2 - As portas das salas de aula da minha antiga escola tinham, assim como a porta do sonho, um rectângulo vertical de vidro, que permitia espreitar o seu interior.
3 - Quando sou picada, fico com tanta comichão que me coço até fazer sangue, portanto a advertência da abelha passa um bocado por aí. Não coces os talos porque os ovos podem escapar pelo rasgo da ferida. Sei que os ovos não escapam, mas no sonho foi essa a imagem que me veio imediatamente à cabeça mal a abelha me falou: um monte de pequenos ovinhos branco leitosos a escorrerem de uma das ervilhas que eu tinha no pulso 
4 - No outro dia, vi uma lesma à porta de casa e talvez a aparência da abelha tenha origem nessa memória recente. Pelo menos a parte dos corninhos e da falta de olhos e boca. Isto era muito mais interessante se eu soubesse desenhar. A abelha era realmente aterrorizadora e eu sinto que a minha tentativa de a descrever por palavras não fez senão torná-la cómica.

Interpretação pessoal: Nenhuma. 
Interpretação googliana: Diz que sonhar com abelhas significa que, no futuro, verei dinheiro no meu caminho. As abelhas representam trabalho duro mas eficiente, assim como boa sorte, harmonia, criatividade e felicidade (isto era tudo muito bonito se, no sonho, eu não estivesse a tentar esmagá-la com uma pantufa bege na mão). 

A abelha rainha, em particular, representa uma fêmea dominante na minha vida e ser picada por uma abelha indica que alguém me "picou" verbalmente (assim de repente, a única fêmea dominante da minha vida que gosta de picar as pessoas verbalmente que me vem à cabeça sou eu própria)

Diz também que se a abelha rainha tem destaque no sonho, significa que sinto necessidade de liberdade de escolha e expressão (mais??).

De frisar ainda que, no meu sonho, a abelha não voava. Não! Em vez disso andava. E ainda por cima era obesa, porque para além da cabeça do tamanho de um punho, tinha um corpo que mais parecia um paio.Tendo em conta o que o bicho significa, esse aspecto não deixa de ser preocupante...




Catarina Vilas Boas 
E proooontooooo. A Balmain x H&M collection chega às lojas no dia 5 de Novembro e as pecinhas todas e respectivos preços chegaram hoje ao de cima pelo site da Vogue.
Toda eu uma gaja amante de ombros rígidos, brocados, dourados e pormenores exagerados, portanto já sabia, desde Maio, que ia amar esta parceria. A única que me tinha causado tal fru fru interno tinha sido a do Alexander Wang for H&M e depois de andar a namorar um daqueles tops de ginásio to die for e não ter posto sequer os olhinhos num que fosse em loja, decidi-me a estar atentíssima desta vez.

Ao longo dos últimos meses foram-se conhecendo algumas peças, ora em imagens das modelos ora em imagens das próprias peças que "escaparam" à H&M e acabaram na internet. Mas a totalidade da colecção era desconhecida e os valores que iria atingir também. Quanto a isso só vos digo para terem muita coragem porque há peças desta colecção que auferem o salário mínimo nacional. Há de tudo, é certo, mas é tudo para o carote. E há peças que não valem, definitivamente, o dinheiro, na medida em que se encontram dupes em qualquer loja da esquina ou canto do ebay. 

Mas há amores insubstituíveis... 





Para os boys, algumas peças de eleição. Há lá outras giras e menos exuberantes mas eu acho que se é para ser Balmain, é para ser Balmain! Com tudo a que os meninos têm direito. Não são peças para todos. Nem gostos, nem corpos, mas têm uma pinta descomunal.


A colecção inteira pode ser vista aqui.

Catarina Vilas Boas

Porque já não fazíamos disto há muito tempo e eu hoje estou numa de. 

Ladies, let me introduce you to Mr. Jim Sturgess. Ator de topo e gato que dói.

Talvez o conheçam de filmes como 21, One Day, Electric Slide, Stonehearst Asylum, Kidnapping Mr. Heineken ou Heartless. Quase quase a chegar está London Fields que terá, com certeza, uma maior projecção do que os restantes, por ter a boazona da Amber Heard (que, convenhamos, não é propriamente a melhor actriz do mundo, para não dizer que está tão longe disso como o meu cabelo está de ser liso) no papel principal.

De qualquer das maneiras, a wikipédia diz que o Jim nasceu James Anthony Sturgess, em Londres a 19 de Maio de 1978, tem 1,84 m e que, de momento, se encontra solteiríssimo e disponível para amar (yey!).

Agora vamos ao que interessa. 





Pronto, por hoje é tudo, durmam bem!
Catarina Vilas Boas
Uma gaja teimosa como eu só aprende coisas com a vida quando ela é filha da p*ta e decide marcar-me o lombo a ferro em brasa. É assim que eu funciono. Já não há nada a fazer. Aprendi a viver com isso e a abraçar os ensinamentos que dessas quedas doridas advêm. Uma coisa é certa, elas são grandiosas e drásticas e ficam-me cravadas na memória para sempre. E, quando é assim, só muito dificilmente se cai na mesma esparrela novamente.

Nos últimos tempos tenho aprendido bastante. E uma das coisas que aprendi é que, às vezes, mais vale estar calada. Mesmo quando tenho razão. Por múltiplas razões. 

Para evitar chatices, para não me enervar sem necessidade, para não gastar o meu elaboradíssimo latim em orelhas moucas e mentes fechadas como túmulos. Porque não vai adiantar de nada, porque não tenho nada a ver com o assunto, mesmo quando pessoas que me são queridas estão envolvidas. 

Identificar as situações em que mais vale engolir as palavras do que as difundir por caminhos espinhosos é-me cada vez mais fácil. Mas quando as pessoas que me são queridas estão envolvidas, a mudez exige de mim um esforço muito mais tortuoso. É um dilema. Mas aprendi que, ainda assim, me devo remeter ao silêncio.

É uma opção de vida que agora tomo em consciência. Assim como eu só aprendo depois de fazer merda, há coisas que as pessoas só percebem pela força dos acontecimentos. Pela força da sua vida. Não das minhas palavras. As palavras sóbrias raramente são ouvidas quando as falamos a um coração loucamente enamorado... Eles não ouvem. Fingem só. É como falar com uma parede.

O que eu vejo do lado de fora do barco nunca vai ser visto da mesma maneira por quem está lá dentro. Têm que cair à água. Uma e outra vez, até que o barco pareça mais perigoso do que o mar (ou até que ele se ponha a dar gás maré afora sem ligar ao naufragado). 

É deixá-los cair. Eu também caio e não morro por isso. Muito pelo contrário!! É dar de bruços. Só faz é bem ao pulmão.

Catarina Vilas Boas

Aquele momento em que te dói tanto a zona da omoplata direita que dás por ti a amaldiçoar todos os santos por não teres nascido esquerdina.

O que é estúpido, porque a dor só mudava de sítio.

O que eu queria mesmo era ter nascido ambidestra. O jeitaço que essa merda me dava prá vida!! Mas também já li que os ambidestros são mais sugestionáveis e se eu tivesse nascido mais sugestionável já não era "indomável numa sociedade enjaulada" e já não tinha este blogue.

E eu gosto tanto deste blogue!!

"Fora de brincadeiras" - como aquela geração 5 anitos mais velha do que eu costuma dizer - nunca sofri tanto na minha vida. A primeira coisa que vou fazer depois de entregar esta maldita tese é marcar uma consulta no ortopedista. E lá vou eu pró meio das velhinhas levar daquelas massagens de fazer sofrer um morto.

Vá, a título da verdade, a primeira coisa que vou fazer mesmo é beber uns shotzinhos de tequila. À minha saúde e pela minha saúde!! Não sei se vocês sabem mas a tequila faz bem à coluna. Aliás, tenho pra mim que a tequila faz bem a tudo, principalmente à alma. Foi posta na terra para bem do Homem. É um remédio santo!! Até já me sinto a salivar tamanha é a minha vontade de perder a cabeça. Ela, que não gosta nada de estar no sítio, anda tão triste... Precisa de desorientação para estar feliz. Tadinha!

E já lá vão 256 páginas. 
Tive que ir ver quanto é que isso dá, em livro, e fiquei impressionada.


O meu medo, agora, não passa por não terminar a tese a tempo. Eu tenho a certeza que vou terminar, e ainda me sobram dias. O meu medo é a revisão da minha orientadora e o feedback que ela me irá dar. Resta saber o que, destas páginas todas (e das outras que ainda vou escrever) se aproveita. E resta saber se terei tempo para proceder às respectivas correcções. Medo. Muito medo...

So help me God.
Catarina Vilas Boas


Vamos dormir que amanhã é dia de Portoooooooo! (Hoje também foi - AHAH - mas eu não pude ver o jogoooooo -.-)

Amanhã também é o dia em que acabo a análise dos Vistooooooos! So help me God nem que me deite às 6h da manhã. Mas acabo f*da-se! Perdoem-me aqueles que não sabem do poder liberalizador de um f*da-se.

C U LATER, ALIGATOR! Maybe not tomorrow, but the day after, I solemnly swear (quem não perceber a referência não teve uma infância/adolescência tão feliz como a minha, com certeza!!)


Numa outra nota, e como a música diz, não há outro amor na vida igual ao amor de mãe. A minha, pitosga como uma toupeira, lá me tentou ajudar a transcrever umas coisas no word. Só com um dedo. Enquanto eu analisei 8 artigos ela escreveu 5 parágrafos, se tanto!! Ainda assim, encheu-me o coração.

Catarina Vilas Boas


Aquela pausa entre "Vistos" pró instagram, pró snap e pró blogue.

Quem não dá a manhã, dá a noite. E eu sempre fui uma gaja de muito rendimento na noite!


Café como manda a dieta. Hmmm tão bom (not). E esta é a foto que prova que eu sou realmente uma gaja que se tá a cagar. Atentem que bonita que eu estou, no meu pijama cor-de-rosa cheio de borbotos. #nofilter #nomakeup #noshame #proudinmyskin #foreverfashion


Siga que esta vai ser longa.
Catarina Vilas Boas 
E porque gente mais sortuda do que eu (e mais organizada e responsável) vai poder sair e dançar e beber e deitar-se apenas e somente quando o sol raiar. Sozinha ou acompanhada!

Em modo repeat: 


Over and over and over and over and over
Catarina Vilas Boas 
Porque, por mais cliché que seja, há imagens que valem mais que mil palavras. E eu estou cansada demais para escrever.


Only 14 to go!!!
Catarina Vilas Boas 
Todo ele um gajo saudável, a comer uma maçã. E eu de cabelo preso, cara lavada, camisola de capucho, calças largas e a mamar cenoura como se não houvesse amanhã.

A cara dele não me é estranha. Tenho a certeza que é meu amigo no facebook. Ou ele ou o irmão gémeo (tenho ideia, também por causa do facebook, que o moço tem um irmão gémeo...). Mas e saber o nome para verificar? Tá queto!!

Estes assim giros não me põem bilhetes no cacifo com o número de telemóvel, com certeza! E se pusessem - com certeza também - já não tinham piada nenhuma.

Resta-me voltar ao trabalho. Não sem antes dizer: nooooooossa que bom braço!!



Bom ombro também...
Catarina Vilas Boas 

A quantidade de suspiros que se ouvem numa biblioteca dava para construir uma sinfonia.

É impressionante, há pessoas que, como eu, passam aqui o dia inteiro a ler, a sublinhar, a escrever, a teclar desenfreadamente - e não no chat do facebook como os comuns mortais, mas num simples e branco documento de word - e uma manhã inteira nisto, uma tarde inteira nisto, um dia inteiro nisto, qualquer que seja a duração da sessão, se for de mais de 30 minutos e for de trabalho, vai gerar suspiros.

Quando o silêncio está instalado - e o quanto eu adoro silêncio quando estou a trabalhar - é certinho que se vão ouvir alguns suspiros, por vezes largamente espaçados outras vezes quase uns atrás dos outros. E não são da mesma pessoa, atenção!! As pessoas que para aqui vêm trabalhar vêm porque não têm outro remédio se não trabalhar, e sabem disso, por isso mesmo, já suspiram pouco. Como eu! No início suspirava muito, agora só me permito um ou dois suspiros, dos pequeninos. Três no máximo e já a abusar. Isto porque suspirar gasta tempo e tempo é coisa que uma gaja já não tem de sobra.

Faltam poucos dias. Já não tenho uma noite de descanso: se não sonho com a tese, tenho pesadelos que me fazem acordar enregelada até aos ossos. E o pior de tudo é que eu sei que estou a sonhar - há muito que aplico uma técnica sobre a qual li há uns anos atrás que consiste em beliscar o pulso no sonho, se não doer, então é porque estamos a sonhar. É incrível a quantidade de vezes que já o fiz, o que só denota que estou meio consciente e se estou consciente não estou a descansar. O pior de tudo é que eu belisco-me belisco-me (só queria filmar essa merda para vocês verem como é ridículo) e sei que estou a sonhar e digo a mim própria para acordar e não acordo! É uma sensação impressionante, posso-vos dizer - é sentirmo-nos presos no nosso próprio corpo e viver o terror não só do pesadelo como da incapacidade de sairmos dele. Dito isto, mais vale não se beliscarem de todo e acordarem quando calhar.

Voltando à biblioteca. Para além das pessoas que vêm para aqui trabalhar, há também aquelas que vêm para aqui simplesmente para ver vídeos no youtube ou para fazer scroll no facebook. Como é possível alguém levantar-se às 9h da manhã para fazer isso é algo que me ultrapassa... E o pior é que há mesmo indivíduos que recorrem à biblioteca para esse fim mais do que uma vez por dia!

Não quero ser pessimista e pensar que essas pessoas não têm outra possibilidade de aceder à internet que não aqui. Não quero pensar nisso porque essa dedução obrigar-me-ia a concluir que essas pessoas não têm internet em casa ou, pior do que isso, não têm nem tablet, nem um computador, nem telemóvel com wi-fi que lhes permita aceder à rede sem fios gratuita espalhada por toda a cidade. Não quero porque isso é mau de mais. E nem é pelo princípio. É simplesmente pelo facto de uma gaja se estar sempre a queixar da p*ta da vida e se esquecer que, realmente, há pessoas com muito menos do que nós, que sequer têm a possibilidade de ter meia dúzia de coisas que nós temos como certas e indispensáveis.

Dito isto. Continuo na análise dos meus artigos de opinião. Já lhe dei um avanço a rasgar - principalmente porque me convenci novamente que o tempo escasseia e me deixei de preguiça e balelas - estou cansada mas contente por estar a arrumar com isto a um ritmo tão proveitoso. Espero terminar, no máximo, estes 68 até ao final da semana, e já com as devidas referências bibliográficas incluídas - essa é a parte que mais trabalho dá. Será que consigo? Acho que sim. Acho que isto da análise dos artigos é tipo o sexo - a primeira vez é desastrosa mas depois uma pessoa apanha-lhe o jeito e já faz esta merda com uma perna às costas. E sempre melhor que da última vez! E gosta do que está a fazer, que é um aspecto que convém muito, tanto no trabalho como no sexo.

Para melhorar as coisas, a minha orientadora respondeu-me. Eu tinha-lhe enviado um artigo para ela me dizer se eu estava a fazer as coisas direito e o feedback dela foi meio positivo meio negativo. Ela disse-me que a minha linha de análise lhe parecia correcta mas que não era de acordo com o two-step flow, mas sim com análise de discurso.

Wait. What? Eu fartei-me de falar do two-step flow na análise e achava que estava a fazê-la tendo em conta o modelo!? LOL E AGORA??

Bem, agora vou continuar a fazer o que estava a fazer. Se depois for preciso mudar o capítulo da metodologia que se lixe. A parte mais custosa é mesmo a análise dos artigos e se ela diz que estou a fazer a coisa bem vou continuar a fazer a coisa bem.

Vamos todos acender uma velinha pela Vilinhas e pedir a todos os santos que a minha orientadora tenha 30 minutos para estar comigo ainda esta semana. Já que estão numa de reza aproveitem e peçam-me uma noite de descanso. Eu juro que todos aqueles que me tiverem nas suas preces e no seu pensamento vão receber do Karma essa boa acção em dobro. Hell, até de mim recebem. É só identificarem-se.

Vou dormir. Amanhã é outro dia e eu ando com a pica toda. É aproveitar enquanto dura!! Tipo droga! Acho que é por causa do café que me ando a obrigar a beber. Eu não gosto de café nem bebo café e se calhar esta merda anda-me a esfrangalhar o sistema nervoso... Estou aqui com os olhos tão abertos que mais pareço um hamster virado ao contrário.

Nota-se muito?

Deixo-vos aqui dois exemplos do meu material de trabalho e notas aleatórias. 



Digam lá se não sou uma gaja organizadinha?
Catarina Vilas Boas
Vamos acreditar, por momentos, que essa história do Adão e Eva aconteceu mesmo. Vamos acreditar, por momentos, que somos todos descendentes desse homem pobre coitado, e daquela mulher tentadora que o aliciou a morder o fruto do pecado e condenou toda a humanidade a uma vida longe do paraíso.

Vamos acreditar nisso por momentos e reflectir no pouco ou nada que a humanidade evoluiu desde então. Sempre em permanente busca do proibido, sempre a desejar carnivoramente aquilo que não pode ter, aquilo que não tem, independentemente das consequências.

Eu, no meio da humanidade, sou das que evoluiu menos. Em constante procura da conquista, do inalcançável. E assim que conquisto, e assim que alcanço, perde todo o valor. Como ouro fosco. Sempre foi assim, desde os brinquedos em criança, aos homens em adulta. Se os tenho, já não os quero tanto assim. Se não os tenho, então quero-os desenfreadamente. O pior de tudo é quando as duas situações se dão em ciclo com o mesmo. 

Que tipo de pessoa sou eu? - forço-me a perguntar. Que rejeito alguém só para depois o aliciar de novo para perto de mim, e depois volto a rejeitar, ficando louca se por acaso não volta? Que tipo de pessoa sou eu? Que quero e penso a toda a hora e assim que tenho comigo a pessoa em quem penso já não a suporto ao pé de mim?

São pessoas, não são brinquedos. Mais do que isso, não podem ser caprichos meus.

E depois lembro-me (forço-me a lembrar) de quando fizeram de mim um capricho, de quando fizeram de mim um brinquedo, de quando fizeram comigo tudo isso que eu agora faço. E tento recordar a imensidão do meu sofrimento, agora tão longínquo - e ao longe tão minúsculo - mas que na altura me estilhaçou, quiçá irremediavelmente e para sempre.

Não deixa de ser irónico... aquilo que uma pessoa quebrada consegue fazer! E como consegue, sem muito esforço, disseminar a sua maleita nas outras pessoas. E essas pessoas, agora também quebradas, vão quebrar mais alguém. E esse alguém outra. E essa outra, mais uma. Ou duas ou três que, por sua vez, quebrarão outrem. É um ciclo interminável. É uma epidemia sem cura. E a culpa? É de quem?

Vamos acreditar, por momentos, que a culpa não é de ninguém. Que partirem-nos faz parte da vida. Que tudo está perdoado e que não há quem fique quebrado para sempre. Vamos acreditar por momentos, como acreditámos na história de Adão e Eva. 

E vamos tentar não quebrar mais ninguém.


Catarina Vilas Boas 


Bem sei, bem sei! Não tenho escrito nada. Mas não é porque não fiz nada. Muito pelo contrário. Tenho-me levantado muito cedo e, por isso, também me tenho deitado bastante cedo e sem forças para escrever o "diário". Basicamente, o que fiz nestes últimos 3 dias foi terminar de escrever o que tinha para terminar e iniciar a parte mais custosa da minha tese - a análise dos "Visto". Para isso vou assimilando as mensagens principais de cada artigo e respectivos temas abordados, mais uns subtemas e uns blas blas que para aqui nada importam. Como disso, esta é a parte mais trabalhosa desta dissertação e não tenho bem noção se a estou a fazer da forma correcta, sequer se tudo o que fiz até aqui o está.

Era muito bom que a minha orientadora me orientasse. Vou-lhe enviar um email amanhã, novamente, e espero que a resposta dela seja positiva. Sinto-me, mais do que iludida, com medo. Que não é algo que eu sinta ou admita todos os dias.

Medo de não ter tempo, medo de não entregar esta tese, medo de não a terminar, medo de falhar. 

Mas de nada adianta ruminar esse medo. Resta-me apenas trabalhar afincadamente e esperar o melhor. 

Esta é a altura perfeita para o karma me recompensar. Just saying...

Catarina Vilas Boas
E ao décimo dia, ela iniciou a análise dos artigos de opinião.

Não escrevi as biografias porque para isso terei que pôr o focinho fora de casa e hoje, com o belo do tempo que se adivinhava pela manhã, não foi o dia. Amanhã será, sem dúvida. Até porque os dias são sempre mais produtivos quando trabalho em ambiente de trabalho.

Mas iniciei a análise dos "Visto" e fiz uma tabela toda supimpa no Excel para me ajudar a anotar alguns dos pormenores da análise.

No meio disto tudo eu (que sou uma gaja que pensa muito até a dormir) sonhei que estava com uma professora (não a minha, mas uma) que não sei quem era mas sei que era professora e estava a contar-lhe a situação em que me encontro, sem poder contar com orientação, e eis que ela me diz qualquer coisa que eu achei muito importante e anotei avidamente no papel. Depois acordei. E não me lembrava o que era. Mas sei que era bom! E aquilo deve ter sido produto do meu cérebro pensador que nem à noite me dá descanso! E logo agora que isso me podia valer de alguma coisa PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA eu não me lembro o que era.

Fiquei mesmo chateada. Para não dizer outra coisa.

CO-RAGEM! Que amanhã é outro dia. 

De foto deixo-vos o Pedro Passos Coelho a rir-se no debate de hoje à noite com o Costa.


Catarina Vilas Boas

E pronto, terminei a contextualização, também a parte da introdução, dos objectivos e da justificação do modelo de análise. Amanhã vou especificar a amostra, definir líderes de opinião, inserir quatro pequenas biografias sobre os mesmos, e partir para a análise, a parte mais difícil.

Estou contente com o meu progresso até agora (afinal de contas, só passaram 9 dias e eu já fiz imenso) mas sinto-me desconcertada sem o feedback da minha orientadora. Nada me garante que não estou a caminhar no sentido completamente errado, nada me garante que o que estou a fazer está certo. Não era a primeira vez que acontecia - achar que as coisas estão a correr muito bem e depois ser surpreendida com a fria realidade de que não estavam, nem bem perto disso.

Estou desorientada e, o pior de tudo é que, a culpa é somente minha.  

Mas vou prosseguir. Parar não é a resposta. 

Outra coisa é certa: nunca mais me apanham na biblioteca aqui da terra. Eu nunca vi disto!! Apanhei três marmelos ao meu lado que estavam ali como se estivessem no café e nem todo o bufar do mundo parecia fazê-los orientarem-se e estarem calados durante 1 segundo. É uma biblioteca, afinal de contas, acho que é suposto haver silêncio! E eu preciso de silêncio para escrever. Se não precisasse não ia para a biblioteca!! Ainda assim sempre tenho a minha casa que, quando os meus pais não estão, parece uma igreja (mas sem os sinos). Fui para a biblioteca para fazer uso dos livros disponíveis por lá, mas depressa percebi que mais vale mesmo ficar em casa, porque nem sequer uma biografia do Francisco Sá Carneiro foi possível encontrar naquelas estantes. E eu procurei, procurei, procurei. Em vão. Mas encontrei a do Tony...à qual só me apetecia tacar fogo!!


No meio disto tudo, deve ter sido a primeira vez na minha vida que não cumprimentei nem sorri a um trabalhador. Aquelas funcionárias não merecem um "bom", quanto mais um "dia". E, com certeza não merecem ver sequer um dente meu. Tenho muito respeito por quem trabalha, seja em que for, desde a recepcionista, ao médico, à caixa do supermercado. Cumprimento e ainda desejo bom trabalho. No café peço por favor e digo obrigada e levo quase sempre a loiça que usei até ao balcão. Raios, eu até viro a roupa do lado certo e ponho-a em cabides quando saio dos provadores. Mas é para quem merece!! É para quem trabalha!

Não é para dondocas que abrem a biblioteca fora de horas e ainda ficam ofendidas quando uma gaja entra por lá adentro com cara de poucos amigos. Ladys que não levantam o traseiro de uma cadeira na recepção a não ser para coscuvilhar com as 'migas' dos outros andares, deixando as salas O DIA TODO sem supervisão e com utentes que desrespeitam por completo as regras de civismo e o trabalho dos outros. Aliás, elas também não respeitam nada nem ninguém, uma vez que as próprias se envolvem em conversas acesas que ecoam por aquele edifício moribundo como se fossem todas velhas moucas.

Santa paciência! São estas senhoras que dão mau nome aos funcionários públicos. Só estão ali a fazer monte. Quando eu for presidente da câmara vai andar tudo a piar fininho!!!

Ahah! Just kidding, tenho um passado muito negro que ia ser usado contra mim pelos meus opositores e há segredos que não quero ver desvendados na praça pública. No fundo, sou uma gaja cheia de mistérios. 

Agora vá, tudo prá cama. Vemo-nos amanhã!!

Catarina Vilas Boas 
Ontem tive uma festa de anos do lado da minha família paterna que, por sinal, mora bem longe de mim, e o dia foi gasto na viagem e na festa, com direito a muitas calorias e uma chegada a casa às altas horas da noite. 

Conclusão? Tese = 0

Hoje lá tive que voltar ao batente embora, confesso, sem vontade nenhuma nenhuma nenhuma. Mas nesta fase a minha vontade não manda nada (no máximo atrasa umas horas) e lá me arrastei até ao escritório aqui de casa, sem PC, com a televisão desligada, onde sentei o traseiro durante horas (com algumas pausas pelo meio) e li todos os artigos que havia recolhido - os pappers, não os do Expresso.

No início desesperei um bocado porque comecei a ler e fui abalroada por aquela sensação de "um boi a olhar para um palácio". Senti-me de tal maneira bovina que estive quase quase a chorar. Isto porque os pappers eram todos sobre o meu modelo de análise - a base de tudo. Ou seja, se eu não percebia onde encaixar aquela merda, nem estabelecia uma ligação com o meu tema, então como raios é que ia escrever a tese?!

Mas controlei-me e preserverei. Continuei a ler e, aos poucos, fui construindo uma linha de raciocinio e fui percebendo como e onde aquilo se podia aplicar ao meu trabalho.

No entretanto a minha orientadora está a tratar das candidaturas de mestrado deste ano e não tem disponibilidade para se encontrar comigo. A culpa é minha, portanto agora tenho é que me aguentar à bronca e arcar com as consequênciasidos meus actos. Isso e esperar pacientemente que ela tenha um tempinho para mim e para ler o que já lhe enviei. Enquanto não acontece, vou permanecer no trabalho, meio à toa, meio no escuro, mas a tentar, com todas as forças, não me afogar no abismo da desorientação.

Por agora vou celebrar o feito de hoje. Está tudo lido e sublinhado. Amanhã é dia de escrever.

Até às folhas se riem!!

Catarina Vilas Boas

  
Pronto. Terminei a contextualização. Podia já ter a apresentação do estudo de caso feito mas hoje fui atingida pelo bicho da preguicite aguda. Isso e o Som de Cristal (damn you Bruno Nogueira, damn you indeed)!

De qualquer das maneiras acho que dá para aproveitar a apresentação de estudo de caso que fiz para a cadeira de mestrado do ano passado. Resta saber se tenho isso guardado algures mas, se tiver, basta fazer alguns ajustes. Lá já tenho descriminada a minha amostra, o período de análise e o porquê da escolha. A única coisa que terei de acrescentar é o modelo de análise e especificar algumas coisas da amostra e está feito.

Conto tratar disso amanhã e ler também alguns dos artigos que tenho para aqui em inglês para ver se algum deles me explica o meu modelo de análise (e como fazê-lo). Two-step flow. Ouviram falar? Encontrar informações sobre isso é f*didíssimo portanto se ouviram falar, digam-me tudo sobre. Por favor.

Agora vou dormir. 

Não sem antes vos deixar uma foto do meu momento estúpido de pausa.
Sempre a pensar em vocês.

Catarina Vilas Boas




Estava com ideias de cortar o cabelo pelos ombros (e ainda não desisti) mas não tive coragem. Portanto pintei-o. E como eu sou uma gaja com a mania que é diferente decidi logo pintá-lo corajosamente de "violino" que é, basicamente, um nome chique que alguém decidiu chamar ao tom escuro de roxo. 

Está diferente, eu gosto. Acho que tem tudo a ver comigo - um se quê de loucura, um se quê de sobriedade - isto porque o roxo só se vê em reflexos, com ajuda do sol ou da luz, noutras condições parece simplesmente a minha cor natural (daí ter sido impossível mostrar ontem à noite o resultado e quase impossível mostrar hoje porque a cor teimava em não sair na fotografia). 

Agora vou voltar ao trabalho, que hoje o dia promete ser longo...

Catarina Vilas Boas 
Com tecnologia do Blogger.