Ouvir o meu pai a falar, em qualquer situação, já é uma experiência memorável. Mas ouvir o meu pai a falar quando está enervado é assistir ao apogeu da eloquência.

Questiúncula? Quem é que diz questiúncula? Ninguém diz questiúncula.

Catarina Vilas Boas
Ia até à passagem de ano 2013/2014 e dava uma cacetada a mim própria por cada uva mamada, com grainha e tudo, e respectivo desejo mal pedido.

Este ano vou ser muito sucinta e concreta que é para as 3 senhoras da mitologia grega que tecem o destino em tapetes não se enganarem nem no ponto nem na linha. Só quero um fígado de aço, um pulmão inoxidável, uma saúde de ferro e o cérebro bem oleado. Afinal de contas é só disso que a máquina precisa para funcionar.

Por causa das coisas vou seguir a tradição à risca e vou trocar as uvas pelas passas. Não gosto nada daquilo mas este ano são só 4 e se eu as engolir com champanhe, tipo ben-u-ron, nem dou por elas a passar.

Catarina Vilas Boas

1. Adoro comer. E como muito.
2. Adoro escrever. Um dia hei-de escrever um livro, nem que seja só para mim!
3. Nasci numa sexta-feira 13.
4. Sou viciada em séries. Para pôr um nº na coisa, ando a seguir 32.
5. Odeio batatas cozidas.
6. Quando saio de casa sem as unhas pintadas sinto-me nua.
7. Não roo as unhas mas, quando estou ansiosa, descasco o verniz com os dentes e arranco as peles.
8. Odeio wisky, absinto e golden strike. Não sou grande amante de vinho. Mas bebo.
9. O meu cabelo é um pesadelo indomável. Dói a pentear, cai aos rodos e tenho sempre medo de o cortar porque nunca sei como vai ficar.
10. Tenho mais de 10 batons, mas uso sempre o mesmo.
11. Fui vegetariana durante 3 meses.
12. Não sei fritar um ovo sem que se desmanche. Aliás, não sei cozinhar.
13. Sou um bocado masoquista (literalmente).
14. Adoro ter conversas de adultos com crianças e sou uma fanática por qualquer brincadeira desde barbies a corridas de carrinhos, passando pelas escondidinhas e pelo jogo da macaca. As crianças adoram-me.
15. Todas as pessoas importantes da minha vida têm M no nome.
17. Enervo-me facilmente e quando me enervo conseguem ver-se duas veias no pescoço sempre que falo.
18. Os livros do Harry Potter são os livros da minha vida. Acompanharam-me naquela fase de transição de criança para adolescente e de adolescente para adulta. O último tive que o ler em inglês porque não aguentei esperar pela tradução. Os exemplares estão todos cheios de fita-cola nas lombadas e marcas de comida e de bichos que ficavam presos nas páginas porque eu os levava para todo o lado. O meu preferido foi o Prisioneiro de Azkaban e li-o num dia (gotta love Sirius Black).
19. Quando não tenho bem a certeza se estou ou não a gostar da conversa sorrio sem mostrar os dentes.
20. Sou tão desconfiada que chega a ser doença.
21. Sou muito ciumenta.
22. Sofro de insónias terríveis.
23. Trabalho melhor sob pressão.
24. Não sei bem o que ando aqui a fazer e tenho um bocado de receio de estagnar onde e como estou.
25. Nunca digo não a um desafio. Quando me dizem que não consigo fazer algo é certo que o vou fazer (ou morrer a tentar).
26. Tenho sérios problemas com a autoridade.
27. Sou uma adepta inabalável do tough love. Quando trato muito bem uma pessoa é sinal que não vou com a cara dela.
28. Nunca durmo de pijama. Nunca.
29. A canção da minha vida é People Are Strange dos The Doors.
30. Adoro os filmes do Batman e do Iron Man. Tudo o que tenha Robert Downey Jr. e/ou Val Kilmer para mim tá bom. A trilogia Lord of The Rings, Pride and Prejudice e o Wolf of Wall Street também me moram no coração.
31. Resolvo todo e qualquer problema informático com o google e com o youtube.
32. Quando uma série fica muito popular perco o interesse. É como se ficasse com ciúmes... se não a posso ter só para mim então não a quero ter de todo. É estúpido, eu sei. Aconteceu com Game of Thrones e com The Walking Dead.
33. Apesar de tudo, tive de ler as Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. O livro é sempre a melhor versão. Nunca duvidem.
34. Não consigo gostar de exercício físico. Faço. E se estou muito tempo sem fazer sinto-me mal. Mas não gosto.
35. As calças de cinta subida que me ficam bem nas ancas ficam-me largas na cintura e as que me ficariam bem na cintura não me passam das ancas.
36. Falo a dormir.
37. Sonho o que sinto, às vezes sem saber.
38. Tenho nódulos nas cordas vocais. Por causa disso a minha voz tem uma nuance de rouquidão que eu adoro.
39. Convivo mais com homens do que com mulheres porque me dou muito melhor com eles do que com elas.
40. Tenho que sair sempre por cima, em tudo, dê por onde der.
41. Tenho um gato. Chama-se Bob.
42. Não sei perder.
43. Tenho uma cova no queixo que faz com que este pareça um cu. É aquela imperfeição de que estou sempre consciente.
44. Nunca estou errada. Mesmo que esteja, não estou.
45. Sou alérgica a picadas de insectos.
46. Quando levanto uma sobrancelha é sinal que o caldo está entornado...
47. Sou viciada no Bubble Witch Saga 2. Não passo um dia sem jogar e já vou no nível 204. Cheguei a perder 3 semanas a tentar passar um nível e, quando finalmente consegui, comecei a cantar "We Are The Champions" com as mãos no ar, como se tivesse vencido a Volta à França, enquanto a minha prima pequena olhava para mim incrédula.
48. A minha princesa Disney favorita é a Pequena Sereia. O quão altamente seria respirar debaixo de água?
49. No segundo em que vejo o Douro e a Ponte de D. Luís todas as minhas trevas internas se esfumaçam. O Porto é a cidade onde me sinto completa e onde me lembro sempre que "tudo há-de acabar bem".
50. Tenho uma memória de elefante. Mas sou péssima com nomes e com datas. Não me lembro dos nomes dos meus colegas de mestrado do ano passado e todos os anos me questiono se o Natal é no 24 ou no 25. Já cheguei a pensar que fosse no 26!

Bom dia :)
Catarina Vilas Boas
A mim raramente. Mas às vezes, como que um meteorito caído do céu, atravessa-se-me à frente um espécime masculino que me faz pensar, quase instantaneamente,"comia-te". 

Aquilo que me preocupa nestas coisas do "amor" à primeira vista é que eu não tenho olho para os bonitos. De facto, a fazer bem as contas, eu só gosto de feios. Daqueles que uma pessoa olha para eles quando não está mais apaixonadita e não acredita que fez das tripas coração por um gajo que se assemelha estranhamente a um homem das cavernas (e que, devo acrescentar, para além de ser feio, é um lixo da sociedade que não vale o chão que pisa ou o ar que respira). 

Agora que reparo, soo um bocado amargurada... Mas não é nada disso! Eu acredito que cada um tem o que merece e para cada testo uma panela portanto alguém há-de pegar no último feio que me largou e fazer dele o homem mais feliz do mundo. Tudo de bom! A ser verdade essa coisa do Karma, ela há-de ser tão cabra como ele cabrão e só se estraga uma casa.

Voltando à parte gira disto tudo, "encostava-te contra uma parede" e "fazia de ti uma rodilha" também já me passaram pela cabeça...

Isto não vai acabar bem.
Catarina Vilas Boas
On repeat.


Catarina Vilas Boas
(A todas as raparigas belas e formosas que andam por aí a olhar para mim como se me quisessem arrancar os olhos das órbitas e comer-me o cérebro à colherada). 

Eu não sou a mais bonita, nem sequer a mais boa e, apesar de gostar de me enganar um bocadinho a esse respeito: não sou a mais inteligente. Tenho celulite e gordura localizada. Falo de mais e tenho um sotaque de meter medo. Não sou rica, não tenho estilo e o meu cabelo é uma merda. Não tenho 1649301290458360 amigos no facebook, nem 1652472843657959 likes em cada foto, os homens não falam comigo no chat e não me pagam bebidas na noite. Não há nada para invejar, lindas!! 

A não ser o meu amor próprio e genuinidade. Mas para isso têm vocês bom remédio! O caractér ou se nasce com ele ou nunca se terá... mas a postura e a atitude podem praticar em frente ao espelho e viver da aparência o resto da vida.

E só falo em inveja porque, volta e meia, bato com as pernas na beira da cama, dou topadas com os cotovelos nas portas e tenho aqui uma unha encravada no dedo grande do pé à pala de ter caído das escadas no outro dia. Só falo em inveja porque nunca vos fiz mal nenhum na vida (não comi os vossos namorados, nem lhes mandei msgs, não lhes faço likes, não me roço neles, não vos roubei o emprego ou aquela cunha manhosa da Câmara Municipal, não vos roubei dinheiro, nunca falei mal de vocês - nem nas costas nem na cara - nunca vos bati, nunca vos ignoro quando vocês me cumprimentam com aquele sorriso amarelo a que eu já estou habituada) e, mesmo assim, vocês olham-me de canto com cara de quem mamou o sal e o limão sem a tequila cada vez que tenho o infortúnio de me cruzar convosco.  

Tenho o corpo todo marcado e isto não vai lá com conversas! Vou ali benzer-me à Sé e já volto.


Catarina Vilas Boas

P.S.: Isto não é um recado, é um desabafo. As lindas não lêem este blog.
... que às vezes não sei se ria ou se chore.


Catarina Vilas Boas
Nunca fui grande adepta do "loiro de olhos azuis"


mas este Simon Baker é de meter meeeeedo. 

Até se me dá um arrepio na espinha!
Catarina Vilas Boas

Não falo com pessoas no chat do facebook. Falo com os meus amigos, aqueles a sério, a quem chamo cabrão e pega, e com os quais quero combinar alguma coisa e eles no face, comidinhos, ao invés de atenderem o telemóvel. Nunca estou on-line. Coloco-me por segundos, só o suficiente para ver se um dos comidinhos que eu quero contactar está por lá e logo volto ao meu estado desligado. 

Sou uma pessoa extremamente sociável. Sou mesmo! Falo muito e alto de mais. Mas é cara à cara, olhos nos olhos, para não ser mal compreendida ou compreender mal os outros. Voltei recentemente ao facebook e esta lição já eu a trazia dos tempos idos em que lhe dedicava horas da minha vida: do chat do facebook nunca vem nada de bom

Se forem gajas querem-te pedir alguma coisa - ou likes nas páginas de bijuterias das primas, ou likes numa foto para ganharem um concurso, ou tijolos no farmville - ou então querem comer o teu amigo e precisam do teu apoio clandestino. Fora aquelas que bebem um shot contigo na noite e acham que a partir daí vão ser grandes amigas (como se eu andasse bêbeda todos os dias!). 

Se forem gajos querem-te comer. Ou estão a pensar se te hão-de comer. Ou querem comer a tua amiga. Ou estão carentes porque não arranjam ninguém que os coma (e estão a ver se tu queres). Ou querem passar o tempo enquanto a gaja que querem comer não se põe on-line. Ou então querem que jogues Candy Crush (embora não se importassem de te comer). Fora aqueles muito estranhos que nem sequer são teus amigos na rede social (logo não têm acesso a nada do que publicas), não são da tua região, não têm amigos em comum e, mesmo assim, enviam-te uma mensagem a falar da curvatura da tua boca e dos ângulos e relevos do teu rosto que seriam desconcertantes até para Rodin ou Canova - tudo isto com base na miniatura da tua foto de perfil em que só se vê metade da tua cara, ao longe e com efeitos. Ou seja...

NADA-DE-BOM.

Catarina Vilas Boas
Já não ia às compras há algum tempo. Infelizmente, não é porque este blogue me renda prendas e patrocínios (bem que andava nua) mas sim porque já não tenho muita paciência, nem muito dinheiro, para me perder em grandes extravagâncias. Não digo que não goste de ir às compras... roupa nova é roupa nova!! Ir às compras e comer chocolate é o remédio para qualquer mal e eu não posso comer chocolates... O que eu não gosto é das pessoas que estão nos sítios onde vou às compras. Anda tudo muito sisudo para o meu gosto e, pior do que isso, anda tudo muito mal educado.

Da última vez, quase era espancada por causa de uma camisola cujo tamanho era o único. "Essa é x?" pergunta ela com voz de sonsa, sorriso amarelo e unha à bruxa descascada (o pacote todo, portanto) enquanto me apontava para a peça. "É que eu visto x. A menina também veste?!", enquanto me olhava de cima a baixo com ar de "és-gorda-demais-para-vestir-o-mesmo-tamanho-que-eu". E eu nem gostei muito do raio da camisola mas só por causa do tom e da atitude da individua, nunca mais a larguei e levei-a comigo enquanto vagueava pela loja. E mais!! No final fiz questão de a enterrar bem fundo no molho de roupa devolvida que estava à saída dos provadores. 

Se nas lojas está pela hora da morte, nos supermercados é cada um por si. O Pingo Doce, em hora de ponta, parece uma zona de guerra. E quando abre uma caixa e o funcionário diz "podem passar para aqui por ordem"? Dá-se uma debandada de búfalos maior do que aquela que matou o pai do Simba! Vale tudo!! É ver velhinhas a juntar nos braços tudo o que já tinham colocado na passadeira e a sprintar como se não houvesse amanhã. Eu juro que uma vez acho que vi uma mãe erguer a criança do chão tamanha foi a força e o speed com que ela se dirigia à caixa recém aberta, com a pobre da criancinha pela mão a reboque.


Eu não sou de me chatear muito... nem nos supermercados, nem nas lojas, nem em lado nenhum! E nem me importo de deixar gente passar à minha frente ou de ceder uma determinada peça de roupa. Eu acredito que o karma só é f*lho da puta se nós também formos e tento sempre ser civilizada e solidária nestas questões. Mas é quando e PORQUE eu quero! A iniciativa tem que partir de mim. Gosto pouco quando me tentam passar à frente sem a minha permissão. Gosto ainda menos quando me tentam persuadir a desistir de determinado artigo. Tento ser uma pessoa generosa e as pessoas têm muitas vezes a percepção de que quem é generoso é burro e merece ser abusado. Eu não sou e se tiver que dizer duas ou três vezes (as pessoas nessas alturas ficam momentaneamente surdas) "Desculpe, mas eu estava à sua frente" vou dizer. E digo as vezes que forem precisas até que saiam da minha frente e eu ocupe o meu devido lugar.

Catarina Vilas Boas

P.S.: A ideia era renovar o stock de camisolas quentes para o Inverno. Em vez disso estourei o orçamento todo em roupa de desporto. 

            Oh shit!!





Only Happy When It Rains - Garbage

Catarina Vilas Boas
Ver erros no facebook (ao qual tive que voltar recentemente) e não ter confiança com as pessoas para gozar pesaaaado com a cara delas. Ou corrigi-las só... já estava bom.

Até fico com comichões na alma!!
Catarina Vilas Boas
Disto já me lembro.


ATWA - System of a Down


"All the world I've seen before me passing by"
Catarina Vilas Boas

A meio do sono tive uma ideia fantástica para escrever no blog! Até escrevi algumas linhas na minha cabeça e faziam todo o sentido, fluíam naturalmente, sem medo... depois adormeci. E esqueci-me. Que merda. Estou numa onda de secura tão grande que até temo deixar de saber escrever!

"Your greatest passion becomes your greatest weakness." - Penguin 

Catarina Vilas Boas
Eram três casas pegadas. Uma pintada de azul céu, como nova, outra de amarelo, um bocado descascada, e a última cinzenta e encardida, já sem tinta, de vidros partidos e heras teimosas a trepar por ela acima. Tinham todas a mesma idade, mas tinham sido tratadas de forma diferente, assim como as pessoas que nelas viviam.

Na azul morava um casal de empresários, ela snob que dói e ele um pau mandado. Tinham uma padaria que fornecia os casamentos mais chiques da cidade e batizados com cupcakes a fazer o nome da criança, bolos red velvet e floresta negra. Ele queria ter filhos, porque a árvore já tinha plantado e o livro dava demasiado trabalho a escrever. Ela também porque, apesar de toda a ambição com que se maquilhava de manhã, a realidade é que ter muitos rebentos era um sonho de miúda.

Na segunda morava uma família de 4. Duas mães e dois putos, frutos do amor que as uniu e da co adoção monoparental que se instituíra a custo há pouco. Os miúdos não choravam, pelo menos não alto, e assim não incomodavam nem os da casa azul nem a velha que morava na cinzenta.

A velha que morava na cinzenta passava os dias à janela quando chovia, ou à porta quando fazia sol. A ver quem passava na rua e a mal dizer em pensamento dos putos que moravam na casa amarela. Com as rugas que lhe marcavam a face e lhe toldavam a velhice, sem medo, despojos de uma guerra mal travada.

Eram três casas pegadas, todas tão iguais e todas täo diferentes, graças às pessoas que nelas habitavam.

Cada uma com a sua história, cada uma com a sua cor.

Catarina Vilas Boas

Já o Raul Solnado dizia: "Façam o favor de ser felizes" ;)

Catarina Vilas Boas
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