Feliz 2015 com tudo de bom para todos nós! O meu ano não teria sido o mesmo sem vocês.


Catarina Vilas Boas  
Já andava tentada há algum tempo... Toda a gente dizia que era altamente, que não custava nada e que sabia bem. Do que via e ouvia parecia-me ser muito bom e diferente daquilo a que estava habituada. Sentia-me profundamente aliciada, mas era, para mim, um bicho de sete cabeças como é que me iria amanhar ao longo de todo o processo para que, tanto eu como a outra parte, tivéssemos o que queríamos e saíssemos satisfeitos depois do nosso "encontro". Fiz umas pesquisas na Internet, informei-me junto a amigas que já o tinham feito e, meio a medo, lá me aventurei por aquele território inexplorado.

Estava muito nervosa! Mas dei tudo de mim. Fiz o que podia e o que não podia para escolher o parceiro certo e a coisa certa. Revi passo por passo na minha cabeça para que nada falhasse e no final tinha cerca de 15 artigos no carrinho de compras, tudo isto por uma módica quantia. E quando digo módica, é módica mesmo! Piquéna que só ela que até deu gosto ver e pagar.

Inseri o nº do cartão de crédito fictício que o MB Net me ajudou a criar, o respectivo cvv et voilá, estava o check out feito. Facílimo. Não doeu nada!

O Ebay diz que dia 15 de Janeiro, 25 o mais tardar, está tudo cá em casa, free delivey e como na fotografia. À excepção de umas argolas muito giras que eu julgava mais pequenas e que, depois de alguma atenção, percebi terem 9 centímetros e que me vão fazer parecer uma siciliana do gueto, acho que não me enganei em mais nada! À priori foram tudo boas compras. Mas depois vos digo...

Catarina Vilas Boas
Janeiro


 Fevereiro


Março


Abril


 Maio


 Junho


 Julho


 Agosto


Setembro


 Outubro


 Novembro


Dezembro

Boas entradas para todos vós 
Catarina Vilas Boas

Gajas que nos encheram o feed do instagram com fotos, corações, frases e muitos "amo-te-pa-sempre-és-o-homem-da-minha-vida" quando namoravam e agora que acabou (ninguém estava à espera) só postam fotos com o rabo empinado e de mamas à mostra, com descrições girl power ou bocas manhosas para o ex tipo "quem-não-quis-quando-podia-não-vai-poder-quando-quiser". 
É vê-las a todas a cair como tordos e eu aqui, a rir-me sozinha...

Ao menos façam as coisas como deve ser!! Eis uma colectânea das melhores bocas para ex de todos os tempos:















You go, girl!!
Catarina Vilas Boas
Foi um ano bom. Foi um ano em que dei passos gigantes na minha evolução enquanto pessoa. Foi um ano em que encerrei capítulos penosos e iniciei outros com a frescura e leveza que só as páginas em branco nos podem dar. Foi um ano de surpresas. Umas boas, outras más. Foi um ano de realizações dolorosas e descobertas deliciosas. Foi um ano estruturado no meio da desestrutura. Desarrumado que só ele! Cheio de nervos à flor da pele e gritaria nas veias do pescoço. Foi um ano pesado. Porque carregava penitencias de outros anos, não porque fosse ele próprio encarregue dos castigos a que me auto-submetia. Foi um ano que teve de tudo no que toca à forma de ver a minha vida e o mundo, desde o pessimismo profundo, ao optimismo exacerbado, terminando em pleno e em bem no realismo que sempre me aqueceu a alma através de eras invernosas. Foi um ano de palavras, sítios e pessoas novas.

Bottom line, 2014 foi um ano bom. Difícil! Mas bom.

E 2015 será ainda melhor...
Catarina Vilas Boas  


A cidade mais feliz da Europa. E arredores. Para ler aqui.
What Goes Around Comes Around


Ó eu de dedinho no ar como ele.


Catarina Vilas Boas



E num instante toda a raiva se esfumaça. Todo o ódio se evapora. Eu bem digo que não consigo ser cabra. Mas gostava...

Catarina Vilas Boas
Sigo em frente de caminho decorado e olhos embaciados. O quotidiano lá de fora parece-me banal em comparação aos trilhos retorcidos da minha mente. Os edifícios já os sei de cor, só mudam as decorações que agora são natalícias e todas iguais. Não me interessam. As pessoas dão-me sono. Clones. Interessam-me ainda menos. Parecem um exército de formatados, construídos em série e escravos dos ditames da moda que os regem, desde a roupa que usam à vida que levam.

Pudessem elas ter um vislumbre das minhas reflexões, da minha cabeça delirante e distorcida, o que diriam elas? Pudesse eu ver o que se passa nas suas cabeças e julgá-las-ia implacavelmente iguais, como julgo agora? 

Serei eu diferente? Quem eu sou e o que faço aqui nem eu sei. 

Aprofundo uma existência parca de grandes acontecimentos em devaneios febris que me assomam o cérebro. Deles resulta uma dissecação do que vi, ouvi e senti, em tempos de memórias semi-apagadas que ressurgem das cinzas. Algo que me disseram ontem, algo que eu fiz há um mês, algo que disse há 10 anos. Reavalio as deduções que me dirigem a vida e faço um balanço 100% positivo da veracidade das minhas previsões. De há uns anos para cá desenvolvi o famoso instinto de que tanto falavam e que eu julgava não ter. Quiçá apenas experiência de vida... mas instinto sempre soa melhor.

Corpo e cerne em movimento a um ritmo frenético. Nem quando paro consigo parar. 

Catarina Vilas Boas
Ouvir o meu pai a falar, em qualquer situação, já é uma experiência memorável. Mas ouvir o meu pai a falar quando está enervado é assistir ao apogeu da eloquência.

Questiúncula? Quem é que diz questiúncula? Ninguém diz questiúncula.

Catarina Vilas Boas
Ia até à passagem de ano 2013/2014 e dava uma cacetada a mim própria por cada uva mamada, com grainha e tudo, e respectivo desejo mal pedido.

Este ano vou ser muito sucinta e concreta que é para as 3 senhoras da mitologia grega que tecem o destino em tapetes não se enganarem nem no ponto nem na linha. Só quero um fígado de aço, um pulmão inoxidável, uma saúde de ferro e o cérebro bem oleado. Afinal de contas é só disso que a máquina precisa para funcionar.

Por causa das coisas vou seguir a tradição à risca e vou trocar as uvas pelas passas. Não gosto nada daquilo mas este ano são só 4 e se eu as engolir com champanhe, tipo ben-u-ron, nem dou por elas a passar.

Catarina Vilas Boas

1. Adoro comer. E como muito.
2. Adoro escrever. Um dia hei-de escrever um livro, nem que seja só para mim!
3. Nasci numa sexta-feira 13.
4. Sou viciada em séries. Para pôr um nº na coisa, ando a seguir 32.
5. Odeio batatas cozidas.
6. Quando saio de casa sem as unhas pintadas sinto-me nua.
7. Não roo as unhas mas, quando estou ansiosa, descasco o verniz com os dentes e arranco as peles.
8. Odeio wisky, absinto e golden strike. Não sou grande amante de vinho. Mas bebo.
9. O meu cabelo é um pesadelo indomável. Dói a pentear, cai aos rodos e tenho sempre medo de o cortar porque nunca sei como vai ficar.
10. Tenho mais de 10 batons, mas uso sempre o mesmo.
11. Fui vegetariana durante 3 meses.
12. Não sei fritar um ovo sem que se desmanche. Aliás, não sei cozinhar.
13. Sou um bocado masoquista (literalmente).
14. Adoro ter conversas de adultos com crianças e sou uma fanática por qualquer brincadeira desde barbies a corridas de carrinhos, passando pelas escondidinhas e pelo jogo da macaca. As crianças adoram-me.
15. Todas as pessoas importantes da minha vida têm M no nome.
17. Enervo-me facilmente e quando me enervo conseguem ver-se duas veias no pescoço sempre que falo.
18. Os livros do Harry Potter são os livros da minha vida. Acompanharam-me naquela fase de transição de criança para adolescente e de adolescente para adulta. O último tive que o ler em inglês porque não aguentei esperar pela tradução. Os exemplares estão todos cheios de fita-cola nas lombadas e marcas de comida e de bichos que ficavam presos nas páginas porque eu os levava para todo o lado. O meu preferido foi o Prisioneiro de Azkaban e li-o num dia (gotta love Sirius Black).
19. Quando não tenho bem a certeza se estou ou não a gostar da conversa sorrio sem mostrar os dentes.
20. Sou tão desconfiada que chega a ser doença.
21. Sou muito ciumenta.
22. Sofro de insónias terríveis.
23. Trabalho melhor sob pressão.
24. Não sei bem o que ando aqui a fazer e tenho um bocado de receio de estagnar onde e como estou.
25. Nunca digo não a um desafio. Quando me dizem que não consigo fazer algo é certo que o vou fazer (ou morrer a tentar).
26. Tenho sérios problemas com a autoridade.
27. Sou uma adepta inabalável do tough love. Quando trato muito bem uma pessoa é sinal que não vou com a cara dela.
28. Nunca durmo de pijama. Nunca.
29. A canção da minha vida é People Are Strange dos The Doors.
30. Adoro os filmes do Batman e do Iron Man. Tudo o que tenha Robert Downey Jr. e/ou Val Kilmer para mim tá bom. A trilogia Lord of The Rings, Pride and Prejudice e o Wolf of Wall Street também me moram no coração.
31. Resolvo todo e qualquer problema informático com o google e com o youtube.
32. Quando uma série fica muito popular perco o interesse. É como se ficasse com ciúmes... se não a posso ter só para mim então não a quero ter de todo. É estúpido, eu sei. Aconteceu com Game of Thrones e com The Walking Dead.
33. Apesar de tudo, tive de ler as Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. O livro é sempre a melhor versão. Nunca duvidem.
34. Não consigo gostar de exercício físico. Faço. E se estou muito tempo sem fazer sinto-me mal. Mas não gosto.
35. As calças de cinta subida que me ficam bem nas ancas ficam-me largas na cintura e as que me ficariam bem na cintura não me passam das ancas.
36. Falo a dormir.
37. Sonho o que sinto, às vezes sem saber.
38. Tenho nódulos nas cordas vocais. Por causa disso a minha voz tem uma nuance de rouquidão que eu adoro.
39. Convivo mais com homens do que com mulheres porque me dou muito melhor com eles do que com elas.
40. Tenho que sair sempre por cima, em tudo, dê por onde der.
41. Tenho um gato. Chama-se Bob.
42. Não sei perder.
43. Tenho uma cova no queixo que faz com que este pareça um cu. É aquela imperfeição de que estou sempre consciente.
44. Nunca estou errada. Mesmo que esteja, não estou.
45. Sou alérgica a picadas de insectos.
46. Quando levanto uma sobrancelha é sinal que o caldo está entornado...
47. Sou viciada no Bubble Witch Saga 2. Não passo um dia sem jogar e já vou no nível 204. Cheguei a perder 3 semanas a tentar passar um nível e, quando finalmente consegui, comecei a cantar "We Are The Champions" com as mãos no ar, como se tivesse vencido a Volta à França, enquanto a minha prima pequena olhava para mim incrédula.
48. A minha princesa Disney favorita é a Pequena Sereia. O quão altamente seria respirar debaixo de água?
49. No segundo em que vejo o Douro e a Ponte de D. Luís todas as minhas trevas internas se esfumaçam. O Porto é a cidade onde me sinto completa e onde me lembro sempre que "tudo há-de acabar bem".
50. Tenho uma memória de elefante. Mas sou péssima com nomes e com datas. Não me lembro dos nomes dos meus colegas de mestrado do ano passado e todos os anos me questiono se o Natal é no 24 ou no 25. Já cheguei a pensar que fosse no 26!

Bom dia :)
Catarina Vilas Boas
A mim raramente. Mas às vezes, como que um meteorito caído do céu, atravessa-se-me à frente um espécime masculino que me faz pensar, quase instantaneamente,"comia-te". 

Aquilo que me preocupa nestas coisas do "amor" à primeira vista é que eu não tenho olho para os bonitos. De facto, a fazer bem as contas, eu só gosto de feios. Daqueles que uma pessoa olha para eles quando não está mais apaixonadita e não acredita que fez das tripas coração por um gajo que se assemelha estranhamente a um homem das cavernas (e que, devo acrescentar, para além de ser feio, é um lixo da sociedade que não vale o chão que pisa ou o ar que respira). 

Agora que reparo, soo um bocado amargurada... Mas não é nada disso! Eu acredito que cada um tem o que merece e para cada testo uma panela portanto alguém há-de pegar no último feio que me largou e fazer dele o homem mais feliz do mundo. Tudo de bom! A ser verdade essa coisa do Karma, ela há-de ser tão cabra como ele cabrão e só se estraga uma casa.

Voltando à parte gira disto tudo, "encostava-te contra uma parede" e "fazia de ti uma rodilha" também já me passaram pela cabeça...

Isto não vai acabar bem.
Catarina Vilas Boas
On repeat.


Catarina Vilas Boas
(A todas as raparigas belas e formosas que andam por aí a olhar para mim como se me quisessem arrancar os olhos das órbitas e comer-me o cérebro à colherada). 

Eu não sou a mais bonita, nem sequer a mais boa e, apesar de gostar de me enganar um bocadinho a esse respeito: não sou a mais inteligente. Tenho celulite e gordura localizada. Falo de mais e tenho um sotaque de meter medo. Não sou rica, não tenho estilo e o meu cabelo é uma merda. Não tenho 1649301290458360 amigos no facebook, nem 1652472843657959 likes em cada foto, os homens não falam comigo no chat e não me pagam bebidas na noite. Não há nada para invejar, lindas!! 

A não ser o meu amor próprio e genuinidade. Mas para isso têm vocês bom remédio! O caractér ou se nasce com ele ou nunca se terá... mas a postura e a atitude podem praticar em frente ao espelho e viver da aparência o resto da vida.

E só falo em inveja porque, volta e meia, bato com as pernas na beira da cama, dou topadas com os cotovelos nas portas e tenho aqui uma unha encravada no dedo grande do pé à pala de ter caído das escadas no outro dia. Só falo em inveja porque nunca vos fiz mal nenhum na vida (não comi os vossos namorados, nem lhes mandei msgs, não lhes faço likes, não me roço neles, não vos roubei o emprego ou aquela cunha manhosa da Câmara Municipal, não vos roubei dinheiro, nunca falei mal de vocês - nem nas costas nem na cara - nunca vos bati, nunca vos ignoro quando vocês me cumprimentam com aquele sorriso amarelo a que eu já estou habituada) e, mesmo assim, vocês olham-me de canto com cara de quem mamou o sal e o limão sem a tequila cada vez que tenho o infortúnio de me cruzar convosco.  

Tenho o corpo todo marcado e isto não vai lá com conversas! Vou ali benzer-me à Sé e já volto.


Catarina Vilas Boas

P.S.: Isto não é um recado, é um desabafo. As lindas não lêem este blog.
... que às vezes não sei se ria ou se chore.


Catarina Vilas Boas
Nunca fui grande adepta do "loiro de olhos azuis"


mas este Simon Baker é de meter meeeeedo. 

Até se me dá um arrepio na espinha!
Catarina Vilas Boas

Não falo com pessoas no chat do facebook. Falo com os meus amigos, aqueles a sério, a quem chamo cabrão e pega, e com os quais quero combinar alguma coisa e eles no face, comidinhos, ao invés de atenderem o telemóvel. Nunca estou on-line. Coloco-me por segundos, só o suficiente para ver se um dos comidinhos que eu quero contactar está por lá e logo volto ao meu estado desligado. 

Sou uma pessoa extremamente sociável. Sou mesmo! Falo muito e alto de mais. Mas é cara à cara, olhos nos olhos, para não ser mal compreendida ou compreender mal os outros. Voltei recentemente ao facebook e esta lição já eu a trazia dos tempos idos em que lhe dedicava horas da minha vida: do chat do facebook nunca vem nada de bom

Se forem gajas querem-te pedir alguma coisa - ou likes nas páginas de bijuterias das primas, ou likes numa foto para ganharem um concurso, ou tijolos no farmville - ou então querem comer o teu amigo e precisam do teu apoio clandestino. Fora aquelas que bebem um shot contigo na noite e acham que a partir daí vão ser grandes amigas (como se eu andasse bêbeda todos os dias!). 

Se forem gajos querem-te comer. Ou estão a pensar se te hão-de comer. Ou querem comer a tua amiga. Ou estão carentes porque não arranjam ninguém que os coma (e estão a ver se tu queres). Ou querem passar o tempo enquanto a gaja que querem comer não se põe on-line. Ou então querem que jogues Candy Crush (embora não se importassem de te comer). Fora aqueles muito estranhos que nem sequer são teus amigos na rede social (logo não têm acesso a nada do que publicas), não são da tua região, não têm amigos em comum e, mesmo assim, enviam-te uma mensagem a falar da curvatura da tua boca e dos ângulos e relevos do teu rosto que seriam desconcertantes até para Rodin ou Canova - tudo isto com base na miniatura da tua foto de perfil em que só se vê metade da tua cara, ao longe e com efeitos. Ou seja...

NADA-DE-BOM.

Catarina Vilas Boas
Já não ia às compras há algum tempo. Infelizmente, não é porque este blogue me renda prendas e patrocínios (bem que andava nua) mas sim porque já não tenho muita paciência, nem muito dinheiro, para me perder em grandes extravagâncias. Não digo que não goste de ir às compras... roupa nova é roupa nova!! Ir às compras e comer chocolate é o remédio para qualquer mal e eu não posso comer chocolates... O que eu não gosto é das pessoas que estão nos sítios onde vou às compras. Anda tudo muito sisudo para o meu gosto e, pior do que isso, anda tudo muito mal educado.

Da última vez, quase era espancada por causa de uma camisola cujo tamanho era o único. "Essa é x?" pergunta ela com voz de sonsa, sorriso amarelo e unha à bruxa descascada (o pacote todo, portanto) enquanto me apontava para a peça. "É que eu visto x. A menina também veste?!", enquanto me olhava de cima a baixo com ar de "és-gorda-demais-para-vestir-o-mesmo-tamanho-que-eu". E eu nem gostei muito do raio da camisola mas só por causa do tom e da atitude da individua, nunca mais a larguei e levei-a comigo enquanto vagueava pela loja. E mais!! No final fiz questão de a enterrar bem fundo no molho de roupa devolvida que estava à saída dos provadores. 

Se nas lojas está pela hora da morte, nos supermercados é cada um por si. O Pingo Doce, em hora de ponta, parece uma zona de guerra. E quando abre uma caixa e o funcionário diz "podem passar para aqui por ordem"? Dá-se uma debandada de búfalos maior do que aquela que matou o pai do Simba! Vale tudo!! É ver velhinhas a juntar nos braços tudo o que já tinham colocado na passadeira e a sprintar como se não houvesse amanhã. Eu juro que uma vez acho que vi uma mãe erguer a criança do chão tamanha foi a força e o speed com que ela se dirigia à caixa recém aberta, com a pobre da criancinha pela mão a reboque.


Eu não sou de me chatear muito... nem nos supermercados, nem nas lojas, nem em lado nenhum! E nem me importo de deixar gente passar à minha frente ou de ceder uma determinada peça de roupa. Eu acredito que o karma só é f*lho da puta se nós também formos e tento sempre ser civilizada e solidária nestas questões. Mas é quando e PORQUE eu quero! A iniciativa tem que partir de mim. Gosto pouco quando me tentam passar à frente sem a minha permissão. Gosto ainda menos quando me tentam persuadir a desistir de determinado artigo. Tento ser uma pessoa generosa e as pessoas têm muitas vezes a percepção de que quem é generoso é burro e merece ser abusado. Eu não sou e se tiver que dizer duas ou três vezes (as pessoas nessas alturas ficam momentaneamente surdas) "Desculpe, mas eu estava à sua frente" vou dizer. E digo as vezes que forem precisas até que saiam da minha frente e eu ocupe o meu devido lugar.

Catarina Vilas Boas

P.S.: A ideia era renovar o stock de camisolas quentes para o Inverno. Em vez disso estourei o orçamento todo em roupa de desporto. 

            Oh shit!!





Only Happy When It Rains - Garbage

Catarina Vilas Boas
Ver erros no facebook (ao qual tive que voltar recentemente) e não ter confiança com as pessoas para gozar pesaaaado com a cara delas. Ou corrigi-las só... já estava bom.

Até fico com comichões na alma!!
Catarina Vilas Boas
Disto já me lembro.


ATWA - System of a Down


"All the world I've seen before me passing by"
Catarina Vilas Boas

A meio do sono tive uma ideia fantástica para escrever no blog! Até escrevi algumas linhas na minha cabeça e faziam todo o sentido, fluíam naturalmente, sem medo... depois adormeci. E esqueci-me. Que merda. Estou numa onda de secura tão grande que até temo deixar de saber escrever!

"Your greatest passion becomes your greatest weakness." - Penguin 

Catarina Vilas Boas
Eram três casas pegadas. Uma pintada de azul céu, como nova, outra de amarelo, um bocado descascada, e a última cinzenta e encardida, já sem tinta, de vidros partidos e heras teimosas a trepar por ela acima. Tinham todas a mesma idade, mas tinham sido tratadas de forma diferente, assim como as pessoas que nelas viviam.

Na azul morava um casal de empresários, ela snob que dói e ele um pau mandado. Tinham uma padaria que fornecia os casamentos mais chiques da cidade e batizados com cupcakes a fazer o nome da criança, bolos red velvet e floresta negra. Ele queria ter filhos, porque a árvore já tinha plantado e o livro dava demasiado trabalho a escrever. Ela também porque, apesar de toda a ambição com que se maquilhava de manhã, a realidade é que ter muitos rebentos era um sonho de miúda.

Na segunda morava uma família de 4. Duas mães e dois putos, frutos do amor que as uniu e da co adoção monoparental que se instituíra a custo há pouco. Os miúdos não choravam, pelo menos não alto, e assim não incomodavam nem os da casa azul nem a velha que morava na cinzenta.

A velha que morava na cinzenta passava os dias à janela quando chovia, ou à porta quando fazia sol. A ver quem passava na rua e a mal dizer em pensamento dos putos que moravam na casa amarela. Com as rugas que lhe marcavam a face e lhe toldavam a velhice, sem medo, despojos de uma guerra mal travada.

Eram três casas pegadas, todas tão iguais e todas täo diferentes, graças às pessoas que nelas habitavam.

Cada uma com a sua história, cada uma com a sua cor.

Catarina Vilas Boas

Já o Raul Solnado dizia: "Façam o favor de ser felizes" ;)

Catarina Vilas Boas
E convém relembrar que o é desde o início.


Meu Deus!
Catarina Vilas Boas



Só se esquece realmente uma pessoa com quem se esteve envolvida no momento em que surge interesse por outra. 

Não é quando se começa a falar com outra, ou quando se beija ou dorme com outra, porque falar, beijar e foder podem ser auto-engano. Pode-se falar, beijar e foder só porque sim, por ressabiamento, mesquinhez ou porque se carece da atenção e do chamego numa altura em que a fragilidade roça a indecência. 

É quando se interessa por outra. É quando, em primeira instância, se sente atraída fisicamente por outra e, numa segunda, acha piada, quer conversar, quer ver, quer estar perto, quer alguma forma de contacto, quer descobrir o que é que está ali de diferente, por desvendar, que a atraiu em primeiro lugar. 

E até pode não ser nada. Pode não dar em nada. Pode passar daí a dois dias ou até menos. Não interessa. Porque estar com outra pessoa não é uma necessidade para seguir em frente. Simplesmente querer, mesmo que esse desejo dure segundos apenas, é um sinal de que já se seguiu.

Catarina Vilas Boas

Eu adoro Anselmo Ralph. Pronto, já disse! É daquelas coisas que não tem explicação. E se tivesse também não tinha piada nenhuma!

Catarina Vilas Boas
As pessoas já põem likes no Linked in! Duas semanas e começam a usar aquilo para bater coros.

Catarina Vilas Boas
Estava eu a salivar em frente às prateleiras dos chocolates, já a pensar no cheat day, quando uma senhora me pergunta onde está o chocolate negro. Eu, que nestas coisas das guloseimas sou fera, lá lhe indiquei o que ela pretendia. Mostrei-lhe todos, desde o mais caro ao mais barato, que custava 59 cêntimos. "Dantes era 49", diz-me ela. Eu, que de preços nada sei, respondi-lhe que "Pois, se calhar aumentou" e ela agradeceu a minha ajuda. Ainda ficou a olhar para o chocolate... mas acabou por se ir embora sem ele. 59 cêntimos, pensei eu, se custasse 49, muito provavelmente, ela tê-lo-ia comprado. E são estas coisas que me matam por dentro e me corroem a alma. Falta-me consciência social! Esqueço-me que um chocolate é um luxo e levo a vida na abençoada ignorância que me deixa pagar €1.50 por um que é premium e tem avelãs inteiras. 

Há poucas coisas que me tiram a gula. A afronta desta realidade ingrata que me rodeia é uma delas.


Catarina Vilas Boas
Crianças.

Os adultos já pouco me fascinam e não são assim tão difíceis de conquistar na medida em que caem todos dentro dos mesmos padrões - conhecem-se 5 ou 6 personalidades diferentes e já se sabe o básico para agradar a todos (o que não significa que eu o faça). Com as crianças não funciona assim! Todas elas consistem num desafio. Aquilo que me fez prender a atenção de uma criança hoje, não vai funcionar amanhã. E aquilo que cativou essa criança pode não cativar outra. Elas são imprevisíveis, sem filtros, verdadeiras até ao tutano, doa a quem doer. São espontâneas e, na sua maioria, sem malícia. Estão a aprender como funciona o mundo e fazem-no sem ter em conta o politicamente correcto que os adultos lhes querem enfiar pelas cabeças adentro. São os insurrectos de hoje que, com sorte e se a vida os deixar, virão a ser os revolucionários de amanhã. 

Adoro-as.
Catarina Vilas Boas




O Robert Downey Jr, é como o vinho do porto: quanto mais velho, melhor.
Não tem p'ra mais ninguém! 




Podia passar o dia todo nisto.
Catarina Vilas Boas
E com esta coisa de ser fit, era para pôr canela na banana mas enganei-me e pus noz-moscada... Comi na mesma, que os meus pais são os dois funcionários públicos e cá em casa não se desperdiça nada. A minha ideia inicial eram umas torradinhas com mimosa mas, como diria a minha avó, a casa está como uma igreja!! O que, coincidentemente, é a pior coisa que se pode dizer à minha mãe. E ela até tem a sua razão porque do que há não falta nada. Mas não há pão! É que nem uma côdeazinha de pão-de-forma do branco (daquele que vai direitinho para as zonas críticas do meu fisique) se encontra por estas bandas. Eu ainda faço o esforço de comer do integral e daquele que tem tantas sementes que até tenho medo que germine alguma coisa na canalização, mas não me tirem o pão! O que é uma casa sem pão? O que sou eu sem pão?

Vou treinar. Se entretanto não der notícias é porque desfaleci no meio da estrada de tão fraquinha que estou e alguém me levou na traseira de um camião.

Ah! E boooom diaaaa!
Catarina Vilas Boas
Nunca sei... o meu coração divide-se entre o Jack Nicholson e o Heath Ledger. Mas o melhor Batman de todos os tempos é, sem a menor dúvida, o Christian Bale. Dói-me a alma só de imaginar o que o Ben  Affleck vai fazer ao Bruce Wayne no grande ecrã...


E porque Domingo é dia de filmes, vou só ali ver Batman Begins, Batman The Dark Knight e Batman The Dark Knight Rises e já volto.


"It's not who I am underneath but what I do that defines me." - Batman
Catarina Vilas Boas



Aquela atitude veio do amor, do respeito, da condescendência ou da preguiça?

Catarina Vilas Boas

Catarina Vilas Boas

Decidi que vou escrever um livro. Não tenho propriamente muito a perder... a não ser o juízo!! Mas acho que esse já eu perdi há muito tempo. Agora que me decidi só me falta uma ideia, inspiração diária e método de trabalho. Já para não falar de um muito necessitado aumento do repertório cultural e literário. Sim, porque se é para se fazer, faz-se a sério!! Falta-me pouco, portanto...

Vou-me dedicar à leitura de posts "how to" a ver se me oriento. Tipo este.
Ou isso ou vou dormir, que já é tarde e isto que me está a bater agora no crânio é capaz de ser sono trocado.


I can do anything!
Catarina Vilas Boas
2014 foi um ano muito fraquinho a nível de séries. Dei hipóteses a algumas estreias cujas sinopses me atraíram - eu sou mais do género do estranho, sombrio e personagens torturadas por demónios internos - e saí sempre desiludida. Ora porque a representação era medíocre, ora porque (e isto foi o que aconteceu mais vezes) a história, apesar de apelativa na sua essência, era desconstruída sem graça e de forma maçadora. E oh! como eu detesto que me dêem sono!! 

The Knick veio contrariar essa tendência. A nova série do Cinemax é dirigida por Steven Soderbergh (Erin Brockovich, Ocean's Eleven, Che) e centra-se na vida dos profissionais do Knickerbocker Hospital, com especial ênfase no Dr. Thackery (Clive Owen), um cirurgião genial e completamente viciado em cocaína. A acção desenrola-se em Nova Iorque, no ano de 1900, e aborda temas como o consumo de ópio e cocaína (legal e comercializada em farmácias na época), o racismo, o papel das mulheres na sociedade, os avanços tecnológicos e procedimentos médicos "inovadores" da época, corrupção, dependência, epidemias, sexo e morte, tudo misturado a cru para deleite do cérebro de qualquer espectador que se preze. Simplesmente brilhante!

Concebida para chocar, The Knick conquistou-me o coração e salvou-me o ano.








It's the golden age. Embrace it. Enjoy it.
Catarina Vilas Boas


Não vou muito à bola com a Jessica Athayde. Acho que ela é um bocado cabeça oca, para não dizer outra coisa. Mas isso não me impede de admitir que a rapariga é boa nas horas. Deus não dá com as duas mãos! A ela deu-lhe um corpaço de fazer inveja a um santo. 

Mas pronto, lá houve algum engraçado e alguma ressabiada que decidiram fazer comentários estúpidos sobre o seu fisique e agora é ver os instagrams das celebridades numa onda de women empowerment nunca antes vista (e nem quero imaginar como estará o facebook!), fora o blogue da Jessy James que contem sempre pérolas de me fazerem vir lágrimas aos olhos. #Sheforshe, dizem eles. Como se o maior mal deste mundo machista e hipócrita fosse a depreciação física das mulheres. Falem-me da intelectual, da comportamental, do facto de uma mulher não poder beber ou fumar ou sair à noite sem ser rotulada. Falem-me da mulher que vai para a cama com muitos homens e é chamada de pega na praça pública enquanto que no vice versa eles são garanhões. Falem-me da mulher que não vai para a cama com muitos homens mas que fala com todos eles e é chamada de pega na mesma. Espetem-me o #sheforshe numa foto no instagram cada vez que uma mulher ouve "O que é um fora de jogo?" sempre que se atreve a falar de futebol em frente ao um homem. Falem-me das entrevistas de emprego onde lhes perguntam se são solteiras ou casadas, se têm filhos ou se os pretendem ter. Falem-me do número abismal de violações, agressões físicas e psicológicas. Falem-me das discrepâncias salariais e dos cargos de poder que são usurpados das fêmeas como quem tira doces a um bebé. Falem-me do conteúdo e não das embalagens. Muito menos de uma embalagem daquelas!

Catarina Vilas Boas
Cheat day.


Ainda falta tanto e já só penso no dia!

Catarina Vilas Boas

Quando me relaciono com uma pessoa eu não lhe vejo o estrato bancário, a cor da pele, a sexualidade, o grau de escolaridade, o último nome, os amigos, as amigas, o que fez de mal nesta vida ou que fez de bem. O meu bom ou mau relacionamento com alguém depende única e exclusivamente do que essa pessoa me faz a mim. Se me faz bem, eu sou a melhor amiga que pode ter. Sou. Sou leal, verdadeira, estou lá para tudo, sempre, seja qual for o nível de relacionamento que tenha com a pessoa, conheça-a há 10 minutos ou há 10 anos, eu não falho. Mas se alguém me faz mal, eu sou a maior cabra à face da terra. 

Eu sou o tipo de pessoa que paga tudo na mesma moeda. Guardo rancores como quem guarda ouro e vou levá-los a todos comigo para a cova. Quando eu não gosto de alguém é para a vida. Esse alguém terá em mim fogo que queima e corrói cada vez que se atravessar no meu campo visual. Eu consigo odiar com todas as partículas que fazem de mim um ser vivo. Não perdoo. Não esqueço. Espeto a faca no peito e aproveito cada oportunidade que tiver para a cravar mais fundo, nem que seja só um milímetro. E quando só restar o cabo, eu vou rodar aquela lâmina com prazer doentio.

Mas pior do que o meu ódio é a minha indiferença. Porque há gente que não me fez bem e, apesar de ter tentado, não me fez mal. Sim, há gente que nem sequer sabe ser filha da puta. E anda aí pela vida, sem ter bem a certeza se o lixo que lhe corre na alma está a poluir o mundo que a rodeia. O pior que se pode fazer a essas pessoas é ignorá-las, mostrar-lhes que foram tão banais e insignificantes na sua passagem pela nossa vida que não despertam qualquer tipo de sentimento (a não ser um bocado de pena e nojo). Não são nada a não ser poeira que às vezes ressurge e que eu sacudo.


Catarina Vilas Boas


Fico extremamente chateada quando a inspiração me chega à noite. Quando estou deitada, a tentar abater a insónia, à medida que o sono me submerge, também as ideias, e eu sem nada onde as apontar, sussurro a mim própria "amanhã escreves". O amanhã nunca mais chega. Ou chega. Mas pelo meio metem-se horas de sono mal dormido, sonhos e pesadelos bizarros dignos da pseudo sociopata que sou. E quando o amanhã finalmente chega, as frases meticulosamente arquitectadas naqueles segundos noctívagos de iluminação, aquelas que eu achei tão boas, escapam de mim sem nunca terem chegado a ser minhas. Não as disse. Não as escrevi. Nunca as possuí.

E depois chego aqui. E quero escrever e não consigo. Não me lembro do que me lembrei ontem. Mas era bom! Ou então não e eu já fico contente por ter sido alguma coisa apenas, porque ando numa secura de artifícios hieroglíficos e isso já se nota aqui e em mim, sempre que me deparo com a tela branca que é suposto eu salpicar.

E eu olho para o cursor a piscar, perfeitamente ritmado, já lhe conheço tão bem a cantiga! E não o consigo fazer dançar, saltar, correr linha após linha até chegar ao fim com um percurso de significado e vitorioso. Não consigo. E ele pisca em desatino, farto de estar sempre no mesmo sítio à minha espera. Entediado. Escrevo penosamente uma, duas, três frases, a ver se o contento. Apago-as. Não fazem sentido. O que é que eu estou a fazer? Vou-me embora. O browser diz-me que existem alterações não guardadas que serão perdidas. Pergunta-me se tenho a certeza de que pretendo sair desta página. 

E eu permaneço. Porque acabei de ter uma ideia.


I am
Catarina Vilas Boas
10 spider push ups seguidos, sem fazer batota, com o narizinho quase a tocar no chão.


AQUELE MOMENTO DE GLÓRIA!!

"Blood, sweat and respect. First two you give. Last one you earn."
- The Rock


Catarina Vilas Boas

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